Vamos de camburão?

{ sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 }

Final de ano é época de férias, praia e aventuras incríveis que brotam como verrugas naquela viagem que tinha tudo para ser um mar de tranquilidade.
A gente nunca pensa que num simples passeio a São Vicente, por exemplo, seremos enfiados no chiqueirinho de uma viatura policial. E que isso, não é assim uma coisa tão ruim, já que pode ser classificada como a nossa única salvação numa madrugada fria e deserta.
Vou explicar, antes que pensem que já cometi algum delito gravíssimo e vi o sol nascer quadrado nesta minha juventude nada transviada.
Busão lotado, serra sem guard rail, crianças comendo Cheetos bolinha e empesteando o ambiente com cheiro de chulé, senhoras falando sobre as virtudes inquestionáveis dos filhos, um gordo roncando feito um suíno, um time de adolescentes que achou o máximo falar alto no fundão do coletivo. E nós, três mulheres e uma criança, todos sonolentos e querendo chegar logo na casa de nossa amiga Marcinha.
Dormimos. E passamos do nosso destino. Muitas e muitas praias adiante. Era madrugada e chovia. Caímos numa bendita pseudo rodoviária rodeada de nada, a última parada daquele chiqueiro ambulante. O próximo ônibus viria somente umas quatro horas depois e ficaríamos ali, à mercê de um cãozinho sarnento e de um bêbado seminu que dormia do nosso lado. Nenhum guarda, nenhum funcionário.
Após ligarmos para todos os taxis da cidade, sem sucesso, decidimos manter a calma e proteger nossas bagagens, visto que a onda de assalto por aquela região nos foi alertada antes mesmo de sairmos da querida Ribeirão Preto.
O Matheus, filho da Alexia, estava assustado. Mas dissemos que o Papai do Céu ia nos proteger. Mayara, minha sobrinha, por sua vez, não queria saber desse papo de Papai de Céu, nem de Santo e nem de Orixá e já estava esgoelando de pavor em ter que ficar ali, sem rumo, naquele lugar deserto, perigoso e desconhecido.
Enfim, depois de um bom tempinho tentando manter a calma, uma luz brilhou em minha mente e chamei os PM´s, que foram mais que gente boa e atenderam prontamente ao nosso pedido, visto que o lugar era punk mesmo. Nos enfiaram no chiqueirinho apertado e nos levaram ao nosso tão sonhado e custoso destino. Não foi preciso ser pega com dorgas e nem dar garrafada na porta de bar para viver o prazer inimaginável de andar de camburão.
Pois bem, histórias de férias felizes, roteiros incríveis e companhias espetaculares, todo mundo tem. Mas só quem já pegou o busão pra descer a serra, com o travesseiro de pena de ganso embaixo do braço e se desorientou descendo seis ou sete praias adiante do seu destino, pode dizer que já viveu uma aventura policialesca. E quer saber? Andar de camburão nem é tão ruim assim... sem algemas, pelo menos, não foi.

Pra quem vai sair de viagem nesse fim de ano, desejo muitas aventuras divertidas na bagagem!

Ser ou estar triste; ser ou estar alegre.

{ quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 }

Conheci uma senhora dias desses. Ela freqüenta o mesmo Centro Espírita que meus pais e passa por dificuldades diárias para cuidar da irmã que tem Síndrome de Down. Ela mora num quarto alugado nos fundos da casa de uma moça também bastante carente, sem TV, sem fogão nem geladeira e mata um leão por dia para comprar leite pra irmã, que ultimamente só aceita isso.
Fomos lá levar alguns mantimentos e roupas doados para ajudá-la momentaneamente. No caminho, cheguei a pensar com meus botões: “que pessoa desafortunada!”. Foi quando me deparei com sua garra e alegria de viver e continuar lutando, mesmo já numa idade avançada. E conclui que o desafortunado é aquele que já perdeu as esperanças em ser feliz.
Essa senhora está passando por momentos difíceis e sabe-se lá há quanto tempo sua vida é feita de perdas, carências e necessidades. Porém, lá estava ela, esboçando um sorriso, uma gratidão que veio do fundo de seu âmago, com palavras que levavam a crer serem proferidas por uma alma muito superior.
Para ela, cada vez que a irmã deficiente esboça um sorriso, é uma alegria. Cada vez que seu estômago aceita o leite, é uma conquista. Cada vez que obtém uma graça, é uma vitória, cheia de otimismos.
E me deparo, de repente, com lamúrias cotidianas e sem sentido algum que me deram vergonha de viver nesse planeta. Quem nunca reclamou de barriga cheia que atire a primeira pedra, não é mesmo?
Desejo que no ano que está chegando, todos possam ficar alegres. Infelizmente, um dia ou outro, alguns estarão tristes. Mas que todos SEJAM felizes, mesmo diante dos momentos de impotência. Porque a felicidade é um estado de espírito e não uma conseqüência do filme que é a nossa vida.

Thamy

{ domingo, 19 de dezembro de 2010 }

Ontem foi a festa de formatura do 3º colegial da minha sobrinha Thamyres, que era a caçulinha da titia aqui até 2 anos atrás, quando perdeu o posto pra Maria Fernanda.
A festa foi linda e meus pezinhos estão sofrendo as consequências hoje. E o figado então, nem se fala!
Enfim, só gostaria de dizer que tenho muito orgulho dessa minha querida ariana determinada, sensível, engraçada, inteligente e linda!
Em breve, teremos uma dentista na família. Ela já foi pra segunda da fase da Unesp. Agora, aguardamos a USP.
PARABÉNS, SOBRINHE! Muitos corações com a mão pra vc!

15 promessas para 2011

{ sábado, 18 de dezembro de 2010 }

Nada disso. Não vou fazer aquelas promessas de que iniciarei uma dieta ou entrarei pra academia. Só quero fazer planos que eu possa realmente cumprir.

Separei 15 metas para minha vida em 2011. Valerão a pena.

1) - Ver mais pores-do-sol.

2) - Adorar mais o meu umbigo. E às vezes, só ele.

3) - Ouvir minha música preferida no rádio e cantar alto como num musical. Seja na fila do banco, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.

4) - Não me magoar com críticas baratas.

5) - Pisar mais na areia da praia.

6) - Ter pelo menos um final de semana no meio da semana. Só meu.

7) - Fazer um piquenique e ler poesia na sombra de uma árvore.

8) - Aprender mais com quem tem realmente o que ensinar.

9) - Passar noites inteiras procurando estrelas cadentes.

10) - Apreciar mais o riso das maritacas que me acordam todos os dias.

11) - Tomar um único porre, daqueles libertadores.

12) - Ter mais natureza nos meus dias.

13) - Arrumar tempo pra fazer artesanato. E aprender a costurar.

14) - Ir para a Grécia.

15) - Conversar mais com Deus e saber ouvir o que Ele nos diz todos os dias.

Ho Ho Ho!

{ quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 }
O Natal está chegando e fiz uma enquete via Twitter pra saber se alguém tinha histórias engraçadas sobre Papai Noel. A fofa da Chris Carolo superou as expectativas contando que sua filha, quando era pequena, lançou um "Me tira daqui que ele está suado e fedido!".
É gente, se for levar criança pra tirar foto com o Papai Noel no calor desse Brasilzão, escolha os primeiros dias, SEMPRE. Na véspera dos festejos, a fantasia já pode sair andando. Né?

Alegrem-se com minha animação junto ao bom velhinho.

Carta a São Pedro

{ segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 }

Caro São Pedro,

Venho por meio desta informar que neste Natal, decidi focar meus pedidos a Sua Santidade, que apesar de não andar de trenó e nunca ter visto uma rena de verdade, também é um bom velhinho de barba branca e coração enorme.

Moro em Ribeirão Preto e, como o senhor é porteiro do Céu, vou dispensar mais explicações, pois já deve ter a ciência exata da posição geográfica deste município. Afinal, todo porteiro sabe de tudo.

Dizem que nossa cidade já foi um lugar prazeroso de se morar, provavelmente quando o aquecimento global não estava em voga. Em algumas estações do ano, continua sendo uma delícia, talvez no Outono. Ou no Inverno. Porém, em plena Primavera, temos a impressão de vivermos todos num inferno, com o perdão da palavra.

Sei também que a culpa dessa quentura toda é nossa, já que acabamos com nossas florestas e alguma vez na vida já usamos desodorante com gás CFC. Tu és um sujeito tão tempestuoso por causa disso, que adora soltar raios e trovões nos finais de semana e feriados, ou quando temos uma balada ao ar livre, só pra ferrar nossa vida. É justo, justíssimo, mas peço clemência!

Está sendo impossível ficar dentro de casa sem um ar-condicionado e até a água de nosso banho, que deveria sair fria com o chuveiro desligado, está nos escaldando. Fora de casa, as mulheres são obrigadas a mostrar o sovaco e a pança suados, nossa maquiagem derrete toda e o cecê alheio fica bem mais perceptível, principalmente nos coletivos. Um horror! Jogamos bombinha de São João na cruz ou afogamos Santo Antônio no copo de requeijão, certeza.

Sei que não cuida desse babado das mudanças climáticas e que sua responsabilidade, além de olhar o crachá de quem entra e sai do Paraíso, é só fazer chover, mas sei lá, quem sabe consegue dar uma boa conversada com O Criador para mandar umas frentes frias pra cá. Se não der certo, fale com o filho Dele, que também é gente boa. Porteiro e família do síndico sempre se deram bem desde que o mundo é mundo. Ou Céu é Céu.

Conto com sua ajuda e reforço o pedido fazendo-o lembrar dos dias quentes de verão lá na Galiléia, quando bem antes de assumir o papado, ainda era um discípulo pobre que vivia da pesca e mal conseguia se refrescar naquele calor escaldante mesmo não precisando usar calças. Como eram boas aquelas noites frescas em que não era necessário jogar água benta na esteira para dormir gostoso, não é?

Não queremos o frio, pois não somos iguais aos suíços, ricos e educados, porém suicidas. Gostamos do calor e da alegria que o verão nos traz, principalmente os happy hours de finais de tarde. Mas peço, pelo amor das Festas Juninas, das fogueiras e das paçocas em Teu nome, que tente abaixar a temperatura do Sol, pois, senão, nós, pobres ribeirãopretanos, viraremos petiscos do Diabo.

Obrigada desde já,

Lívia

Amigos

{ domingo, 12 de dezembro de 2010 }
- Ô vagabundo! Quanto tempo!
- E aí, seu animal? Essa barriga não pára de crescer, não?
- É calo, seu cachorro. Pelo menos não tô careca. Essas entradas aí já tão chegando na nuca.
- O que adianta ter cabelo se for pra passar esse gelzinho aí. Coisa de veado, hein?
- Mas e aí, e sua irmã, aquela gostosa, continua com aquele Zé Ruela?
- Tá grávida. Por falar em gostosa, e a sua mãe? Tô com saudade dela.
- Não toma jeito, né boiola?
- E o trampo, continua se ferrando?
- Fui promovido, velho.
- Deu pro chefe, filho da puta?
- Não, a mulher dele que mexeu os pauzinhos. A máquina aqui é foda.
- Ô loco, mano! Aquele dragão deve ter pêlo na teta.
- Melhor que a tua mulher que é um bujão, né manezão?
- Pelo menos não tem bigode igual a tua, né cadelo?
- Sempre bom te ver, seu corno! Mas e aí, o que tá arrumando por aqui?
- Vim pagar umas contas. Dá uma olhada ali no carro que eu comprei, que filé. Computador de bordo, sensor de estacionamento, freio com sistema anti-travamento, bancão de couro. Botei umas rodas, sonzaço. E você, continua com aquela carroça?
- O QUÊÊÊ?? Carroça é madre que te pariu! Perdeu o respeito? Quando foi que eu te dei essa liberdade, seu babaca?

Socos.


Taquicardia pré-Natal

{ segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 }
Tá! Natal é uma coisa linda, os prédios ficam todos iluminados, você monta aquela árvore capenga com enfeites de 1,99 e presépio de prástico, bate aquela esperança num mundo melhor e sua vontade de ajudar a humanidade triplica nessa época do ano. Mas vamos combinar? É um período de tensões e comprovadamente uma das fases mais perigosas para bater uma bela deprê que leva seres solitários e endividados até às cuecas e calcinhas a pensar em amarrar um paralelepípedo no tornozelo e pular na banheira de hidromassagem.

Vamos aos fatos:

- Você já não aguenta mais o peso de o ano inteiro ter que entregar milhões de relatórios para aquele chefe mala e a sua única esperança é que se aproximem logo as festas para encher o rabo de peru e vinho e dormir em cima da mesa de sinuca na casa do cunhadão bem de vida. Mas chega abril e não chega 25 de dezembro. NUNCA.

- O seu 13º que poderia ser utilizado para dar uma entrada mixa num carrinho melhor ou pagar o licenciamento e o material escolar da criançada, será revertido em 38 presentes para o marido, filhos, mãe, pai, avó, sogra, bisavó, tia, 17 sobrinhos e para aquele primo do cunhado da sua irmã que tentou o suicídio no último Natal e vai passar as festas com vocês porque está carente.

- Aí, você vai o Shopping. Põe a família e a sogrona no carro e vamos fazer as compras de fim de ano! Mas não existe a porra de uma única vaga para parar e, quando você encontra uma depois de dar 75 voltas no estacionamento com um calor de 42 graus, você liga a maldita seta, mas vem um filho da puta numa caminhote amarela com o adesivo “Cuidado, Rahyana Nayarah a bordo” e entra no seu lugar sem a menor cerimônia.

- Se você for com criança no Shopping, é bom ir com tempo. Além de ter que botar uma venda na cria contra os apelos visuais da época e negociar com uma miniatura de cinco anos o valor do presente que ela levará pra casa, você ainda terá que enfrentar a famosa fila do Papai Noel. Uma hora depois, prepare o bolso - venda um rim ou uma córnea - para comprar a foto do bom velhinho e também o Nintendo Wii com 15 jogos que o filho da mãe prometeu que levaria para o pimpolho alheio no Natal.

- Naqueles dias entre Natal e Reveillon, o chefe te deu férias. As únicas do ano. E é impressionante como um ser humano quando recebe liberdade, nem sempre sabe como lidar com ela. Deixar pra última hora a escolha da viagem de fim de ano pode te levar a ter uma enorme dor de cabeça e te sobrar somente a casa da tia Elvira lá em Pintassilgo da Boa Esperança - MG, onde o brilho dos fogos é substituído por bombinhas de São João.

Taquicardia de fim de ano. VEM GENTE!

Tatuagem desgastada

{ domingo, 5 de dezembro de 2010 }
Em algum momento do relacionamento, se Romeu e Julieta não tivessem morrido tragicamente, tenha a certeza de que teriam brigado por ele peidar embaixo do cobertor ou por ela usar o barbeador dele pra depilar a perna. Não existe amor perfeito, beim! O que existe é saber lidar com as situações, o que nem sempre é tão simples.
Tudo bem que viver num relacionamento infeliz por conta de convenções da sociedade é ridículo e ultrapassado, mas, ultimamente, o que observo é um misto de intolerância e volubilidade e a palavra de ordem é: desistir. Qualquer insatisfação momentânea, piração, impulso, uma bunda mais gostosa ou sei-lá-o-quê, tornaram-se motivos pra romper uma história, às vezes de décadas.
Graças à evolução, conquistamos o direito de decidir se aquele casamento ou namoro ainda é interessante para nós. Pode-se buscar um outro cobertor de orelha, ou optar por ficar sozinho. Porém, numa relação, se ainda existe amor, companheirismo e respeito, custa sermos um pouco mais maleáveis com a cultura, criação ou manias inconvenientes de nossos pares para evitarmos briguinhas idiotas? Afinal, todo mundo tem suas esquisitices, né não?
A vida a dois pode ser maravilhosa, mas definitivamente, não é fácil. Chatas implicam porque o cara deixa toda a hora a tampa do vaso erguida depois de fazer xixi. Vai lá e abaixa, pôxa! Ou então o sujeito reclama que a mulher demora muito pra se arrumar. Abre uma cerveja e espera, vai valer a pena! Esses são exemplos de pequenas picuinhas que vão dando no saco e desgastando a vida do casal mais espiritualizado ou adepto do Rivotril. Sério, dá pra gastar saliva quando o assunto for realmente importante?
Apóio a decisão de pessoas de coragem e amor próprio que põem um ponto final numa união que só traz infelicidade, mas também admiro muito aqueles que passam por tempestades e buscam força no fundo da alma para tentar fazer valer a pena um grande amor, mesmo que já meio roto pelo tempo. Cada um sabe onde o calo aperta, então, porque não deixar o sapato um pouquinho mais frouxo e a vida mais leve?
Se a separação for um bálsamo, que se aproveitem os novos prazeres na vida! Porém, depois de um impulso errado, dá-lhe apagar a tatuagem na bunda que jurava amor eterno. O duro é que pode ser que por um bom tempo, ela fique lá, desgastada na pele, mas dolorosamente enraizada e ainda nítida no coração.

Crônica barata

{ quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 }
- Sua vagabunda, filha da puta, seu traste!
E o cotidiano daquela mulher era envolto por agressões miseráveis, como tudo em sua vida. Quase que diariamente, ela se sentia realmente como se não prestasse nem pra cuidar de uma casa que não era dela, ou de uma família que, pensando bem, também não lhe pertencia.
Não, ele nunca a agredira fisicamente. Ela até o julgava um bom homem por causa disso e fingia para si mesma nem se importar quando ele chegava em casa com cheiro de pinga e suor de gozo. A culpa era dela, que deixava a maturidade chegar de forma galopante e cruel.
Seu único vício era o cigarro barato e as revistas de novela que comprava com o dinheiro de uns bicos aqui e acolá. Lavava e passava pras madames e, vez ou outra, arriscava-se fazendo as unhas das vizinhas da comunidade. Depois, entre uma baforada e outra, tomava por brincadeira para si aqueles romances que, infelizmente, não eram dela.
O homem saía todas as manhãs, com o emprego engasgado, mas com a benção de São Jorge. E o mundo dela se afundava mais e mais com seu retorno, totalmente alheio àquele lar.
- Sua vagabunda, filha da puta, seu traste!
Vivia aquela vida ordinária por viver. E estava resignada com seu destino. Era aquilo e pronto. Não tinha motivo pra sorrir, então, não sorria. Mas também não lhe restaram mais lágrimas. Apenas aceitava. Não perguntava nada, não sabia ou simplesmente não fazia questão de entender.
Numa noite em que os cães da vizinhança pareciam prever com latidos ensurdecedores o desfecho de mais aquele dia, homens armados invadiram seu barraco com gritos de ódio e cobranças de dívidas. Mataram seu homem. Liquidaram a vida dele, bem ali, no quarto dividido por todos os moradores.
Na cama, que não era dela, em meio a gritos de crianças, que também não eram suas, a mulher ajoelhou-se e se pôs a chorar, abraçando o amor que um dia foi seu, mas que nunca foi dela. E junto com o sangue daquele corpo imóvel, se esvaía o resto da vida vagabunda e filha da puta que lhe sobrara.

Miniaturas de mulheres

{ quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 }
Penso que ser mãe hoje em dia é uma tarefa das mais difíceis. Entra aquele papo renatorussiano de que o-mundo-anda-tão-complicado-que-hoje-eu-quero-fazer-tudo-por-você, sabe? E diante das agonias do planeta e do excesso de informações descartáveis, constato que algumas mulheres estão meio perdidas e acabam descontando nas pobres crias suas próprias frustrações de adolescência que esbanjam futilidades bizarras.
Outro dia estava vendo no Discovery Home & Health um programa dedicado aos concursos norte-americanos das mini-missies. Acredite se quiser, isso ainda existe, e é de dar dó. Mães que têm a mesma quantidade de massa encefálica do que ocupações diárias acabam por sobrecarregar meninas normais com o peso de se transformarem em miniaturas de mulheres, maquiadas, penteadas, bronzeadas, cheias de vaidade e de um carisma sem espontaneidade alguma – afinal, criança não é robô, né gente?
O cotidiano das garotas é repleto de ensaios numa maratona que as treina desde um simples aceno de mão, até o desfile em si e seus talentos no palco, sejam eles dança, canto ou ginástica olímpica. Tudo com uma simpatia forçada no rosto abarrotado de pó e base. Algumas têm aulas com verdadeiras celebridades do mundo das missies: senhoras pelancudas da terceira idade que querem-continuar-fazendo-parte-de-todo-o-brilho-dos-concursos-a-qualquer-preço. Realmente é uma coisa mágica de se ver: transfiguram a inocência da infância em uma caldeirada frívola desnecessária.
Nos camarins, antes do desfile, as mães “montam” as pequenas. No ritual, autobronzeador, unhas postiças enormes e de todas as cores, dentaduras para camuflar as falhas da dentição próprias da idade, pinças para retirar as sobras de sobrancelha, vestidos e biquínis exuberantes, muito laquê nos penteados exóticos à la anos 80 e a maquiagem menos discreta que encontrarem. No palco, meninas se acostumando desde cedo com a obrigação insalubre de serem as mais lindas de todas e, portanto, vencedoras. No auditório, juradas maravilhadas, mães orgulhosas e pais, em sua maioria, com caras de bunda.
É por isso que amo o filme “Pequena Miss Sunshine”. Esqueça tudo o que eu escrevi; a sátira que a obra faz sobre esse universo paralelo é bem melhor que esta crítica.



Em dias de chuva

{ terça-feira, 30 de novembro de 2010 }

Pingos d’água estão escorrendo pela minha janela. O cheiro gostoso de terra invade o ar da minha casa. Podia estar em paz, pensando em mil coisas agradáveis, mas me veio a mente um caso triste que testemunhei. E infelizmente, um caso vivido por centenas de pessoas.
Na época em que era jornalista policial, me chegava a arrepiar até a unha em dias de chuva. Ribeirão Preto vinha passando por fatos isolados de enchentes e nós, repórteres, éramos acionados para ir cobrir a calamidade e presenciar o desespero de famílias que tiveram suas casas inundadas pela água.
Mas nada foi tão traumático quanto a tragédia que acometeu a cidade numa madrugada de fevereiro de 2002, por conta de duas horas de uma forte tempestade. Seis bairros e mais parte do Distrito de Bonfim Paulista ficaram destruídos, desalojando 660 famílias. Me lembro como se fosse hoje o caos que vi, um dos maiores, senão o maior que a cidade já sofreu em se tratando de enchentes.
Equipes de TV de toda a região estavam lá, de calças dobradas até o joelho, capas de chuva e um sentimento de piedade enorme ao ver idosos e crianças serem resgatados por botes do Corpo de Bombeiros. No dia seguinte, a destruição ficou mais iluminada: o que se podia ver eram famílias inteiras sem rumo retirando toda a lama de seus móveis e tentando resgatar algumas fotos, documentos e recordações que foram levados pela água barrenta. Fora, o medo da contaminação de doenças, iminente naquela situação.
Oito anos se passaram e a sensação que temos é que as obras de contenção feitas na cidade serão a salvação milagrosa para as inundações, principalmente na avenida Francisco Junqueira, tão calejada que todos estabelecimentos comerciais contam com uma barreira de aço para impedir a entrada da água do rio. Mas não! Isso é apenas parte de muitas providências. Outras tantas têm que ser tomadas por nós, cidadãos.
Existem questões ambientais e de engenharia, mas uma fatia da população é parte do problema das enchentes. Enquanto o Brasil for habitado por alguns indivíduos acostumados a jogar lixo nas ruas e nos rios [e não serem punidos], não há ação do município ou governo que consiga impedir tragédias como as inundações. Enquanto um povo porco e sem educação joga lixo pra fora da janela do carro, bueiros e galeriais pluviais serão entupidos e muitas famílias que moram próximas aos córregos, ribeirões e rios, infelizmente ainda irão sofrer as consequências da imundície.
Cuidar da nossa cidade é como cuidar de nossa casa. Isso é viver em sociedade. O mesmo sujeito que zela pela higiene e comodidade de sua família é um egoísta sem escrúpulos quando descarta uma garrafa pet em via pública. E jogar o lixo no lugar certo, de preferência separando-o para reciclagem, não é favor, mas sim obrigação em prol da comunidade, da natureza que nos acolhe e das gerações futuras.
Conquistas de uma vida inteira sendo levadas pela correnteza é algo que nunca mais quero ver nem ao vivo, nem pela TV e, muito menos, no meu próprio lar. Agora que já desabafei, me sinto de alma lavada para curtir um pouco mais dessa chuva bem-vinda que vem amenizar o calor de nossa cidade.

É nóis na foto!

{ segunda-feira, 29 de novembro de 2010 }
Esse post é só para parabenizar a fotógrafa [e twitteira] Juliana Rizieri que foi a responsável pelas imagens do Encontro da mulherada no último dia 25/11. Tudo feito com muito carinho e sensibilidade. Um arraso!

Abaixo, algumas fotos minhas que simplesmente AMEI!




Meu Santo Antônio, e olha o tanto de calcinha que teve nesse evento!

Quem quiser saber mais sobre o trabalho da Ju, é só dar uma conferida no blog dela, que é um sonho: www.jurizieri.wordpress.com

Confiança X Desconfiança

{ domingo, 28 de novembro de 2010 }

Ontem, conversando com minha irmã, surgiu o tema 'confiança' nos relacionamentos que nos cercam. Falamos da importância desse sentimento em várias esferas de nossa vida, desde amizade, casamento até o âmbito profissional.
Em quantas oportunidades você já não deixou de confiar em um amigo ou colega de trabalho por um mal-entendido, ou quantas vezes, casamentos não foram desfeitos por bobagens? Só o que nos resta após o erro, é a vergonha e o arrependimento. E, muitas vezes, se há a volta, é como aquele clichê do cálice quebrado.
A desconfiança é uma palavra pesada que deve ser medida em cada pensamento ou pronunciamento nosso. Já dizia o filósofo Lao Tsé que "aquele que não tem confiança nos outros, não lhes pode ganhar a confiança”.
Na vida, passamos por momentos de dúvidas que às vezes nos alfinetam a desistir dessa ou daquela pessoa. Mas o que não podemos nos esquecer é que o ser humano é sujeito a erros. Não apenas aqueles que abrem caminho para uma desconfiança, mas, atenção, principalmente, aqueles que desconfiam cegamente. Pois é.
Penso que o mundo já é um lugar tão inconstante e perigoso para se viver, que se não soubermos nos unir às pessoas e abraçá-las em prol do bem, nossa tendência como aprendizes na Terra é continuar cada vez mais nos metendo num abismo nebuloso. Isso não quer dizer fechar os olhos para o que está passando em nossa frente, ignorar uma deslealdade ou fazer papel de bobo, mas apenas buscar ter a certeza do erro, antes de quebrar um elo importante.
A desconfiança tem de estar cristalina e sem dúvidas no contexto, enquanto a confiança deve estar baseada em muita conversa para que se torne um sentimento cada vez mais recíproco e responsável por irradiar a paz. Que não seja qualquer fofoca, cisma sem fundamento, ou um ‘achômetro’ meio quebrado que consigam estragar relações com promissores futuros.
Os homens ainda têm muito o que evoluir para chegarem nesse patamar de amor mútuo, mesmo porque a vida da gente é cercada de fatos que nos deixam com o pé atrás até de nossas próprias sombras. Mas, porque não tentarmos desde já? Afinal, a regra é clara: todos são inocentes até que se prove o contrário.

Caros amigos virtuais

{ quarta-feira, 24 de novembro de 2010 }


No meu primeiro post do Calma, eu tenho um plano!, disse que o mundo cabia dentro do nosso notebook. É a pura verdade.
É impressionante como a internet pode nos oferecer um leque de vantagens, incluindo as pessoas que conhecemos através dela.
Quem aí nunca teve a curiosidade de saber como é o rosto daquele contato profissional que você troca idéia via email semanalmente? Ou então, segue no Twitter a pessoa, troca idéia direto, conhece seu rosto por uma foto, mas nunca ouviu sua voz?
A internet nos proporciona contatos ilimitados e ela me trouxe muitas coisas boas. Conheci várias amigas via redes sociais. Outro dia, depois de tantos papos no Twitter, pude conhecer pessoalmente a Fabiana Marques. Antes um pouco, depois de altas conversas no MSN, conheci enfim Fabiana Gorayeb, Dani Antunes. Com a Gabi Yamada e Hélia Araújo foi assim também: uma pauta daqui e outra de lá via Messenger e eis que rolou o pessoalmente. Elas e muitos outros queridos e queridas que saíram do mundo virtual para entrarem no meu mundo real.
Enfim, fiz esse post como um brinde ao poder da internet em fazer amigos [e amores] e facilitar os contatos profissionais. Amanhã acontece o 2º Encontro das Twitteiras de Ribeirão e fui uma das convidadas do evento organizado pelas fofas Cris Paulino, Luciana Stábile e Fernanda Marchioretto.
Estou super feliz por fazer parte disso, meninas! E super ansiosa pra conhecer a tchurma que troco twittes diários e também reunir a mulherada que não vejo faz tempo.


Inté lá!

Eles acham mesmo que o mundo é dos NETs

{ sexta-feira, 19 de novembro de 2010 }


Por uma falha na organização de meus boletos, efetuei um pagamento em duplicidade para a NET no dia 15 de outubro. A operação foi feita via internet e imediatamente após perceber o erro, coisa de 1 minuto depois de apertar o botão de ‘ok’ no site do banco, entrei em contato com a Central de Atendimento da empresa solicitando o reembolso da quantia paga erroneamente.
Primeiramente, fui informada de que o valor seria descontado na fatura do dia 25 novembro, o que considerei um absurdo. Pense bem: lá na mercearia da Dona Maria, se você se engana e dá R$ 10 a mais na compra, ela deve te devolver na hora ou deixar para abater de sua conta 40 dias depois?
Enfim, consegui convencer a atendente de que eles deveriam depositar o mais rápido possível os R$ 275,27 referentes aos serviços de telefone, TV e internet empresariais, o que foi acatado muito prontamente. O prazo inicial era de uma semana; eu deveria ligar para saber se o meu pagamento já constava dos registros da empresa. Aquele blábláblá. Liguei e, sendo constatada a duplicidade, a atendente solicitou o número da minha conta informando que dentro de alguns dias o reembolso seria feito.
Não quero estender mais o assunto, mas entre ligações, protocolos, Anatel e suspensão indevida dos serviços, devo ter perdido umas 5 horas da minha vida e ganhado alguns cabelos brancos negociando um direito que é meu. Ontem entrei em contato novamente e eis que a história conseguiu piorar ainda mais. Pasmem que a atendente solicitou meu extrato bancário para que eu provasse que a NET não tinha efetuado o pagamento. Peraí, sou eu que tenho que provar que eles não me pagaram ou eles que têm que mostrar o inverso? Minha privacidade vai ficar exposta de forma arbitrária na NET para que? Será que para ganharem tempo?
Hoje, pouco mais de um mês após o incidente, acessei mais uma vez minha conta e não visualizei nenhuma esperança de reembolso. Como consumidora, me sinto insultada com tanta demora e tantas desculpas e percebo o quanto faz falta um concorrente mais comprometido. Creio que eles conseguiram o que queriam: algo me diz que deverão sugerir o abate do valor na conta de novembro. Estão com o meu dinheiro, não pagarão juros e ainda terei que ouvir de uma atendente com sorriso comercial: “desculpe-nos pelo transtorno, senhora, a NET agradece a sua ligação!”.

Dica de leitura na Revista Expressão

{ terça-feira, 16 de novembro de 2010 }
Agradeço o convite da Revista Expressão e da Fnac. Super beijo pra Fer Marx, Fá Gorayeb, Ângelo Comar e Fernando Rodrigues.
Pra quem ainda não leu "A Casa dos Espíritos", é bom voar pra livraria.

Nossas sobras evolutivas

{ sábado, 13 de novembro de 2010 }

Sexta-feira à noite fiquei em casa e foi a oportunidade perfeita para descansar desbravando os canais de TV à cabo e fuçando despretensiosamente na internet. Caí num texto interessante no site da UOL [e depois verifiquei que está disseminado na rede] que mostra partes do corpo humano que nada mais são do que restolhos, sobras evolutivas mesmo [Oi, Darwin!], e separei alguns que consegui constatar a veracidade em artigos médicos e de História.
O que acontece é que nosso corpo vem se adaptando às novas necessidades e cuidando de extinguir alguns componentes por falta de uso, porém, outros ainda insistem em estar conosco mesmo após milênios. Os dedos do pé, por exemplo: tirando o dedão, que é sabidamente um ponto de equilíbrio, os outros só servem para fazer a gente gastar horrores na manicure e, ocasionalmente, topar em quinas desgovernadas. Pôxa!
Agora, cuidado aí com o que vocês não têm usado muito. Viram o que aconteceu com o rabo?

Dentes do Siso

Já não são necessários para o tipo de alimentos que ingerimos. Hoje em dia, só 5% da população tem um jogo destes terceiros molares sãos [Eles me serviram para entortar todos os outros e para eu ganhar um atestado de uma semana quando arranquei os quatro].



Músculos extrínsecos do pavilhão auricular

São músculos que permitem a algumas pessoas moverem suas orelhas, direcionando-as para uma melhor percepção do som. Só 3% dos humanos ainda conseguem mover estes músculos voluntariamente [Ou seja, só servem pra tornar o dono desse dom a atração das festenhas].

Órgão Vomeronasal (ou de Jacobson)

Um diminuto buraco a cada lado do septo nasal que está unido aos quimiorreceptores não funcionais: é tudo o que resta de nossa outrora grande habilidade para detectar feromônios [Viu?].

Ponto de Darwin (ou tubérculo)

Um pequeno ponto de pele grudada na parte superior de cada orelha que aparece ocasionalmente nos humanos modernos [cerca de 10,4% da população]. Poderia tratar-se de um remanescente de uma formação maior que ajudava ao homem a se centrar nos sons distantes [Alguém aí tem?].




Músculo eriçador dos pelos

Conjunto de fibras musculares lisas que permitem aos animais arrepiar sua pelagem para melhorar sua capacidade de isolamento ou para intimidar outros animais. Os humanos ainda conservam esta habilidade, porém perderam a capacidade de acioná-la de forma voluntária [Eu aciono quando penso numa pochete, por exemplo].

Apêndice
Este estreito tubo muscular unido ao intestino grosso servia como área especial para digerir a celulose quando a dieta dos humanos consistia mais em proteínas vegetais que em animais. Também produz alguns glóbulos brancos. [Eu ainda tenho!]

Pelo corporal

As sobrancelhas evitam que o suor caia nos olhos e a barba masculina poderia ter algum papel na seleção sexual, mas aparentemente, a maior parte do cabelo no corpo humano não tem nenhuma função, por isto tende a desaparecer [Mas nem por isso queremos homens depilados, certo?].



Cóccix
Nossos ancestrais hominídeos perderam o rabo bem antes de começar a andar: o que sobrou é o cóccix, um conjunto de três a cinco vértebras fundidas no fim da coluna dorsal [Que só serve pra doer horrores quando caímos de bunda].

Mamas masculinas
As glândulas lactíferas formam-se antes de que a testosterona provoque a diferenciação do sexo no feto. Os homens têm tecido mamário que pode ser estimulado para produzir leite e inclusive para amamentar... Mas quem já viu nos últimos 20.000 anos algum homem amamentando? [Oi?]


Jornalista, ação! Volume 2

{ segunda-feira, 8 de novembro de 2010 }
Nem só de sapatilha vive uma jornalista.
Sim, já deixei bem claro por aqui que sou uma ex-viciada em salto alto e ultimamente as sapatilhas têm cada vez mais conquistado meu guarda-roupa. A gente anda igual a camelo, corre o dia todo pra lá e pra cá, sai de casa e não sabe a hora que volta; não há calcanhar que resista nem com anabela.
Porém, nem sempre dá para ir num evento de sapato rasteiro. E eu, que sou 8 ou 80, perua-com-orgulho-por-favor, pulo do solado baixo para o sapato meia pata salto 15 em um estalar de dedos. E haja panturrilha!
A foto foi tirada no baile do Dia do Dentista promovido pela Associação Odontológica de Ribeirão Preto (AORP), entidade cliente da Plano A.
O jantar foi chiquérrimo e, mesmo estando a trabalho, a ocasião exigia um pouco de capricho no visual. Sem contar que não custa nada a gente perder algumas horinhas se arrumando porque, na verdade, a gente A-DO-RA!

A vida é um Banco Imobiliário

{ quinta-feira, 28 de outubro de 2010 }
Ganhar dinheiro em terras tupiniquins não é fácil. Se você é empregado, parte significante de seu salário vai para os cofres públicos. Se você é empresário, o tributo é tão alto, mas tão alto que o empreendedorismo vira sinônimo de globo da morte. Seja lá o que você for, terá que ralar quatro meses e 27 dias para pagar impostos, taxas e contribuições. A conta é simples: se você chegar aos 70 anos, vai passar metade disso pagando tributos.
Verdade seja dita: somos uns sobreviventes quebrados e a gente se contenta com a conquista de tirar o primeiro carro zero com prestações a perder de vista e juros que quase nos obrigam a rodar bolsinha – já que a carga tributária de tudo o que você compra é bem maior que sobre a sua renda. Outro exemplo é que sobre uma merreca de caneta BIC, que você adquire ali no mercadinho do Seu Zé, o governo cobra quase 50% em forma de impostos.
Esse papo economês tá ficando chato e eu só queria dizer que se já é uma mierda viver num país em que a gente paga para dar um arroto, se ferrar no Banco Imobiliário é como se fosse o jogo de nossa própria vida. Pois é. Eu rodei legal dia desses por conta de hipotecas, aluguéis e, principalmente, dos altos tributos de cada maldita casinha que eu parava. Só paguei tanto imposto de uma única vez com as cartas Sorte ou Revés no meu último IPVA sem desconto. Se eu não tive a sorte de nascer rica, podia ter ao menos um pouco de êxito ficando milionária nesse jogo. Neah?
Mas, como toda brasileira, eu não desisto nunca. Um dia eu enriqueço. Pelo menos no Banco Imobiliário.

Beijo pra Zélia Ternurinha!

Eu jogo...

{ quarta-feira, 27 de outubro de 2010 }
Muitos corações com a mão para esse som.
Brigitte Diva Bardot.

**************************************************************************Enjoy!

A morte do Polvo Paul

{ terça-feira, 26 de outubro de 2010 }

O Polvo Paul já não era mais o mesmo. Depois de tantos acertos na Copa, ele estava cansado de ser consultado para adivinhar tanta futilidade. Madames de todo o mundo gastavam fortunas para ir até o aquário Sea Life, de Oberhausen, Alemanha, importunar o molusco que apresentava sinais de fadiga após o trabalho exaustivo que lhe rendeu 100% de acertos nos resultados da África do Sul. Afinal, adivinhar as coisas com tamanha precisão é bastante desgastante...

- “Polvo Paul, dou ou não dou pra fulano? Ele é tão rico!”, perguntou uma loura e encalhada balzaquiana da alta sociedade.

- “Dê, minha filha, mas saiba que ele gosta da mesma fruta que você”, respondeu o Polvo, já com a glândula de tinta na lua.

- “Polvo Paul, fúcsia combina com turquesa?”

- “Só se você for do Restart, minha filha!”

- “Polvo Paul, Tarcísio Meira é mesmo um bom ator?”

- “É sim, minha filha. Ele finge muito bem que sabe atuar”, respondeu sem paciência aquele oráculo de oito tentáculos.

E esse era o dia-a-dia do Polvo que já adivinhou coisas melhores e estava descontente com o rumo que sua carreira tinha tomado. Ultimamente, ele andava bebendo muito e só queria saber de chucrutes e das revistas de polvas peladas.
Até que, numa segunda-feira de outubro, Paul, enfim, foi desafiado por um jornalista que o indagava sobre o rumo do planeta. O polvo percebera então que ali podia resgatar toda a paixão que sentia por seu trabalho, fazendo, enfim, alguma coisa de útil pela sociedade. Era a sua chance!
Muitas perguntas foram respondidas ao jornalista que anotava tudo com bastante entusiasmo. Falaram de armas nucleares, vulcões prestes a explodir, discutiram sobre políticas públicas, sustentabilidade, Bin Laden, fim do mundo. Foi um papo pra lá de aprofundado e animado e, antes que o jornalista se despedisse, lembrou do assunto do momento nas Américas: qual será o melhor governante para o Brasil, Serra ou Dilma?
A alegria do Polvo Paul em estar ajudando, deu lugar, então, a uma confusão mental sem precedentes. Paul tentava ali disfarçar seu desespero já que a resposta não brotou em sua mente como em todos esses anos de trabalho como vidente. Suas brânquias se contorceram. As redes de seus neurônios começaram a dar tilt. Seus oito braços formigavam. Inconscientemente, ele tingia o seu habitat de azul, como que se defendendo da questão. Tentar descobrir as coisas exigia muita energia e, naquele momento, ele sufocava, percebendo que morreria ali, sem conseguir responder àquela pergunta que, até hoje, foi a mais complexa de toda a sua carreira.
O cérebro do Polvo Paul fundiu, pifou assim como uma máquina própria para lavar 6 kg de roupa ser abarrotada com 20 kg de lençóis. E ele, então, caiu duro, dando adeus ao estrelato para virar uma mera refeição de camarões.

Fiorilli, uma cachorra cheia de estilo

{ sábado, 23 de outubro de 2010 }
Dizem que o cão incorpora o jeito do dono. Constatei que isso fazia sentido quando minha irmã avistou um vestido hilário de marinheiro num pet shop e resolveu comprá-lo para a Fiorilli, minha amiga poodle. A surpresa foi que quando a Ti chegou com o presente em casa, a Fiorilli ficou entusiasmadíssima e topou numa boa se vestir com aquele traje desconfortável, de mangas bufantes e botões incômodos. Ela se tornava ali uma verdadeira femeazinha, com caprichos e vaidade.
Ninguém em casa acreditou que, após ser elogiada por estar linda, a Fiorilli ficou estática me esperando chegar para mostrar a novidade. A impressão que dava é que ela não queria amarrotar o vestido, estragando, desta forma, o efeito da roupa, porque assim que entrei em casa, ela saiu de seu estado meditativo para me mostrar rebolativa seu modelito verão. E sério, senti que ela estava sorrindo!
Depois disso, acabei comprando algumas outras roupinhas porque se tornou divertido perceber o quanto ela adora elogios. O engraçado é que é só falar a frase mágica “Vamos trocar a roupinha?” que a alegria parece não caber dentro de seu corpo peludo, chegando antes de mim em frente ao armário.
A vaidade da Fiorilli tem ajudado em algumas situações chatas. Ela foi operada há alguns anos e, medrosa, tinha medo de fazer os exames, precisando de umas quatro pessoas para segurá-la. Depois de feita a cirurgia, num retorno, o veterinário estava surtando porque teria que colocar nela aquele cone para que o cão não lamba a ferida, e sabia quer teria que pedir ajuda aos universitários para imobilizá-la. Até que eu me lembrei que era só usar a criatividade e soltei: “Vamos colocar o colar para ficar bonita?”. Acreditem se quiser, mas ela aceitou na hora e o homem de branco ficou com o queixo caído. O difícil depois foi tirar o trambolho que a fazia ficar entalada em tudo.
Para quem duvida dessa história, é só chegar pela primeira vez na minha casa e sentir o desprezo completo da Fiorilli até eu avisar, bem baixinho: “Diga que ela está bonita hoje”. Você passa a se tornar, naquele mesmo instante, uma pessoa bem-vinda, com direito a lindas abanadas de rabo. Minhas amigas que têm medo de cachorro e o entregador de água que o digam.


Mais novo modelito verão da cachorrinha estilosa


Pra liberar a chacrete

{ sexta-feira, 15 de outubro de 2010 }
Desejo que vocês quebrem tudo no final de semana.



Só não desejo que vocês usem os modelitos da galera da platéia porque aí seria uma grande sacanagem.

Especial Dia das Crianças VIII

{ quinta-feira, 14 de outubro de 2010 }
Pra quem acha que a jornalista Francine Micheli, do blog Mãe Já Acabei! e da assessoria Outras Palavras, ficou figura depois de adulta, muito se engana. Ela já era um barato [e muuuuito lindinha!] desde que ainda vestia conjuntinhos cor-de-rosa de veludo em festas de aniversário. O evento era da prima, a Carol, de laço rosa, mas como ela adorava causar, subiu no banquinho pra aparecer mais que a dona da festa. Quando criança, ela queria ser ufóloga e se correspondia por cartas com ufólogos de todo o Brasil. Era louca por Arquivo X e colecionava revistas e livros sobre morte por combustão instantânea, experiência quase-morte, e outros fenômenos parapsíquicos. "Mesmo assim, minha mãe sempre me amou muito!", garante. Também era fanática por Chaves e Chapolim e tinha nojo de pisar na areia da praia. Fez jornalismo por vocação e por não saber fazer contas. Arrasou, Fran!

Reparem: estilosa desde pequena [vejam a bolsa de lado], olhinhos amendoados, quem mais poderia ser? Essa gracinha aí de cima é a Gabriela Yamada, jornalista do Gazeta de RP e uma apaixonada por moda, tanto que criou um blog delicioso sobre o assunto. Taurina, ela afirma sempre ter sido mandona. A Gabi gostava de dirigir os teatros que fazia com os 10 primos. E também adorava bonecas como a Barbie, para poder criar modelitos style e fazer mil e um penteados. Linda, linda!

Esse craque aí em cima é o mini Daniel Cândido, jornalista da Multiplus. O Daniel disse que era bem levado, apaixonado por carro e futebol, gostava de bike, de vídeo-game e que, desde pequerrucho, sempre foi beeeem comunicativo. Foi pra área certa, Dani! Uma lindeza!

Ohhhhnnn gente! Essa coisa linda com chupeta e cabelos esvoaçantes é a jornalista Hélia Araújo, da Folha de São Paulo. Caçula de três e única mulher, a Hélia conta que era terrível e reza para que seus filhos não sejam tão encapetados quanto ela. Para se ter uma idéia, a Hélia tem três cicatrizes no queixo, trincou o braço duas vezes e já sofreu queimaduras de 3º grau por ter trombado com a mãe que segurava café quente. Fora as travessuras, a Hélia sempre foi um doce de menina, que gostava de fazer amizade com todo mundo. Adorava brincar de elefantinho colorido, taco, pega-pega, Barbie e tinha um cachorro de pelúcia com o qual dormiu até os 22 anos, quando este se desintegrou, enfim. Uma graça, né gente?

Essa coisa fofa aí em cima é o publicitário Danilo Chiaroti, do blog Naipes Flamejantes. Eu furtei a foto, então não sei qual era a brincadeira preferida dele. Mas vale pela belezinha de criança que ele era, né não?



E não poderia deixar de postar nessa Semana da Criança meus lindinhos papai e mamãe. Minha mãe Cida diz ter sido muito levada e perdeu as contas de quantas vezes ficou de castigo e quantas vezes teve que voltar ao castigo por aprontar durante o castigo. Ela gostava de brincar de boneca e de casinha, como quase todas as meninas. Meu pai Arteny foi arteiro ao cubo. Com 2 anos, pegou um ônibus sozinho e rodou a cidade, deixando minha avó desesperada. Sempre muito criativo, ele brincava de construir casas e túneis com
terra, tijolos e pneus no fundo do quintal. Os dois são filhos únicos [não tenho tia nem primos, sente o drama?] e ambos moraram na mesma rua, a dois quarteirões, em plena São Paulo e devem ter brincado muito na infância, mas não se recordam um do outro. Coisas do destino... Não eram fofos?


*Amiques, é isso aí! A-DO-REI fazer esses posts e dividir a história de amigos tão queridos. O Especial de Dia das Crianças fica por aqui mas ano que vem tem mais. Preparem suas fotenhas divertidas e simbora voltar naquele tempo bom em que nossa única preocupação era a nota da escola. Ou não, também.

Especial Dia das Crianças VII

{ quarta-feira, 13 de outubro de 2010 }

Que fofuxinha a fotógrafa Carol Alves de coqueirinho, gente! Ela diz que, em criança, adorava brincar com seus bebezões. "Sempre fui uma mãe ótima", diverte-se. Ela fazia de conta que as árvores eram sua casa, uma casa enorme, com vários andares. Chiquérrima! Apesar da vida tumultuada de uma dona-de-casa com uma mansão gigante, ainda sobrava tempo para brincar de pega-pega, pique-esconde e queimada. Na foto, ela está com seu irmão Léo.


Que gracinha o mini Raul Ramos, jornalista e dono do Café com Ribeirão, aqui no blog também! Pra provar que se trata da mesma pessoa, ele fez questão de mostrar que qualquer semelhança não é mera coincidência! O Raul gostava de brincar de Lego, futebol de botão, bonecos do Cavaleiros do Zodíaco, bater uma bolinha na rua, álbum de figurinhas e assistir Doug e Rá Tim Bum. E ele faz aniversário adivinha quando? No Dia das Crianças!



Que bebezinho gostoso esse aí de cima! É a Alexia Borges, minha amiga administradora que gostava mesmo era de brincar de bola de gude com os irmãos, além de brincadeiras nas ruas de Buritizal, como pique-pega, rato e gato e queimada. Deve ter sido uma criança suuuper tranquila, né não? Mas que era muito lindinha, isso era!



Ohnnn que coisa mais fofa a minha irmã Cristina, a Ti! Minha irmã foi levada até dizer chega mas, além das travessuras diárias com meus irmãos, gostava de brincar de casinha e de bonequinhas de papelão, aquelas que a gente recortava e vestia roupinhas. Lembra? Um cuti-cuti...



Meninas acima dos 25 anos, não eram o máximo essas bonequinhas de papelão?

Especial Dia das Crianças VI

{ terça-feira, 12 de outubro de 2010 }

E esse ruivinho digno de apertar muito a bochecha, alguém sabe quem é? É o estilista JP Trovó, um amigo querido e um arraso no que faz. Ele conta que, sua diversão favorita em infância era desenhar. Começou no papel, até que evoluiu para as paredes da casa, todas elas. A travessura virou profissão e hoje ele usa seus dons que desenvolveu nas paredes para criar carteiras lindíssimas para as mulheres mais antenadas.



Que bonitinha a Cris Paulino [ou Cris Pirulito], gentem! A Cris, estudante de Contabilidade e dona de um blog bem bacana, diz que, quando criança, adorava curtir suas bonecas em silêncio. "Era bem calma, hoje sou o oposto", brinca. Lindinha!



Quando a Paty Nogueira, minha amiga historiadora de longa data, me mandou essa foto, eu não acreditei! Ela é uma das pessoas que eu conheço que mais entende de música e pude perceber que a paixão é antiga. A Paty conta que adorava ouvir seus discos de vinil na vitrola, gostava de brincar de elástico e, junto com o irmão, planejava assaltos elaboradíssimos para surrupiarem na moita os bombons da mãe. Será que a Shirley sabia disso? Uma fofurinha, Paty!



Não é porque é meu irmão não, mas o Sérgio Komar, publicitário, era um cuti-cuti! O Sérgio sempre foi uma criança tranquila, mas virava o capeta quando se juntava na gangue dos meus outros irmãos, o Paulo e a Cristina e minha mãe, coitada, ganhou alguns cabelos brancos antes do 30 por conta da trupe. Sempre fanático por futebol [leia-se Parmera], ele gostava de brincar de jogo de botão e também de carrinhos. Ainda hoje tem essa paixão: coleciona times de futebol de mesa e miniatura de carros.



Meninos, babem! Essa é parte da coleção de carrinhos do Sérgio.


Essa delicinha aí em cima é a Denise Matos, da Revista Spot de Sertãozinho. A Denise tem uma história linda que faz questão que seja contada. Ela é filha de criação e é imensamente grata pela benção da adoção. A ligação com sua família é tão grande que ela conta ser parecida fisicamente com seus irmãos de coração. "Me considero uma pessoa de muita sorte. Tive uma família, uma base, estudos carinho e afeto, que é o mais importante". Quando pequena, já sabia que seria uma comunicadora. Sua brincadeira preferida era gravar suas entrevistas nas fitas K7 de músicas de sua mãe que, quando descobria, ficava de cabelo em pé. Show de bola, Dê!


*A brincadeira continua essa semana, gente! Ainda dá tempo! Mande sua foto pra liviakomar@yahoo.com.br

Especial Dia das Crianças IV

{ segunda-feira, 11 de outubro de 2010 }
Muitos pimpolhos por aqui hoje. E, antes de mais nada, gostaria de confessar algo a vocês:



Eu já fui casada!


Hahaha! Essa noivinha aí sou eu com uns 4 anos. Minha mãe jura que eu fui uma criança tranquila e que não deu trabalho algum. Sou caçula de quatro irmãos, aliás, muito raspa-do-tacho; vim quando minha irmã tinha 18 e os gêmeos 15. Entonces, imaginem o quanto não fui paparicada! Gostava de brincar de casinha e de boneca. Tinha uma copinha linda, geladeirinha, tábua de passar roupa, muitos filhos e filhas e obrigava o vizinho a ser meu marido. Gostava da minha Calói Cecizinha vermelha com cestinha e também de patins. Adorava gibis da Turma da Mônica, jogava Mico, Banco Imobiliário, Atari, colecionava Fofoletes [que ainda tenho] e pontas de lápis de cor. Fazia teatro, dançava e cantava, aprendi a ler sozinha, adorava Bambalalão e tinha um quarto decorado com meus bichinhos preferidos. Além disso, já pedi pros meus pais um abajur de presente de Natal, e ganhei! Excêntrica, desde os remotos tempos...

Aguns dos meus brinquedos especiais: fofoletes, boneca Cheirinho, que vinha com talquinho, o Ursinho Angeloso, que tinha asas, o cachorro Dengoso, o PiuPiu que piava de verdade e o jogo do Mico.



Criança de comercial de TV. Fala sério se não era uma modelo-mirim? Essa loirinha linda é a Chimenne Osório, jornalista da TV Clube e dona do blog Arruma a Tralha. A Chi mandou pra gente sua bonequinha preferida, a Magic Face - era só passar água gelada na carinha dela e a maquigem aparecia. Depois, para desaparecer, era só passar água morna [a gente podia ser assim também, né?]. Um charme, Chi!

A Magic Face da Chimenne


Que cuti-cuti essa caipirinha, gente! Parece uma bonequinha! É a Geórgia Rodrigues, da Texto e Cia, com 6 aninhos. Ela afirma que até hoje adora festas juninas e por isso escolheu essa foto para o brog. Na infância, adorava pogobol, pular elástico [gente, lembra?], Vai e Vem e bichinhos virtuais, que sempre morriam, coitados... Mas o que a Geórgia, ou Branca13 para os amigos, adorava mesmo, era ir pro sítio, nadar, pular na cachoeira, derrubar caixa de abelha e marimbondo com o estilingue, subir em árvores para apanhar frutas e outras dessas coisas bem serenas. E, quando o bicho pegava, ela catava sua Caloi Ceci cor-de-rosa aro 14 e fugia vicinal afora pra não apanhar de sua mãe. Uma tranquilidade de criança, não?


E adivinha o que o fotógrafo Enéias Barros, ou Netinho Enéias para a tchurma do Twitter, adorava [e ainda adora] fazer? Ele e seu violão maior do que ele estão o máximo da fofura nessa foto, né não, gentem?


E essa pequena fofuxa aqui é a Thamyres Branco, minha sobrinha. Quando falo "minha sobrinha", a impressão que dá é que, pelo parentesco, seria uma criança desse tamanho mesmo. Nananinanão! A Thamy fez 18 anos, se tornou uma menina linda e está no cursinho ralando pra ser dentista. Quando pequena, ela era terrível, daquelas de botar qualquer mãe psicóloga e adpeta da yoga e do Rivotril de cabelo em pé. Ela foi responsável, inclusive, por ter quebrado meu nariz com uma frigideira [sério! mas eu ainda a amo, ok?]. Apesar de levada, a Thamy sempre foi um docinho e adorava brincar de casinha e com seus Bananas de Pijama. Ohnnnn!

Banana de Pijama da Thamy

*Mande a foto de quando era pimpolho para liviakomar@yahoo.com.br. A brincadeira continua nesta semana da criança!