O Cinema e a insanidade construtiva

{ terça-feira, 31 de agosto de 2010 }
Tenho percebido que, a cada ano que passa, os diretores de cinema têm ficado com menos medo de inovar e os filmes, por sua vez, têm ganhado mais insanidade [construtiva, claro!]. Entre tantos motivos, isso acaba sendo um reflexo da modernidade: a imaginação e a criatividade podem ser respaldadas por tecnologias cada vez mais impactantes e por um público que não se contenta somente com a sobriedade harmônica dos clássicos da Sétima Arte.
No final de semana, fomos ao cinema assistir “A Origem”, de Christopher Nolan, protagonizado por Di Caprio. A trama envolve golpistas que criaram uma nova ferramenta para roubar: o sonho. Eles invadem o subconsciente da vítima enquanto dormem para obter informações. A idéia é super interessante por si só, mas os efeitos especiais conseguem nos transportar realmente para o mundo surreal da psique. Nolan conseguiu de forma primorosa retratar todas as obscuridades e possibilidades dos nossos sonhos: aquelas situações sem nexo, totalmente mutáveis e incoerentes – e mesmo assim, teve a capacidade de obter sucesso com um roteiro totalmente linear e bem desenvolvido.


Obras descompromissadas com o convencional me fascinam. Lembro de quando ainda estava na faculdade e assisti o recém-lançado “Quero ser John Malkovich”, de Spike Jonze. Fiquei alucinada pela originalidade de um roteiro que, até aquele momento, pra mim seria inimaginável. Ao procurar emprego, um titereiro falido e em crise existencial, encontra uma pequena porta no 7º ½ andar de um prédio [hã?] no qual o teto é tão baixo que obriga as pessoas a andarem arqueadas. O personagem, interpretado por John Cusack, descobre que aquilo é um portal que o leva para a mente de John Malkovich, onde ele pode permanecer por 15 minutos vivendo a vida de outra pessoa, até ser cuspido de volta numa avenida movimentada. O titereiro, que não fazia sucesso nas ruas, começa então a se apoderar da vida de Malkovich, tornando-o uma mera marionete, pra desta forma, regatar sua autoestima. Resumindo: uma loucura impensável [e ainda conta com uma Cameron Diaz monstruosa interpretando a mulher do titereiro].


Outro exemplo é um filme que assisti esses dias e que não foi lançado nos cinemas de Ribeirão Preto. Trata-se de “Os Homens que Encaravam Cabras”, de Grant Heslov, uma sátira divertidíssima e completamente louca do poderio bélico norte-americano que descreve uma unidade do exército dos EUA, criada na década de 80 com a intenção de desenvolver forças paranormais nos soldados para provar a superficialidade das armas diante da força psíquica [ou do LSD, of course]. Lá, ao invés deles seguirem as ordens de um intrépido general, dançavam de mãos dadas e deixavam o cabelo crescer – e podiam matar uma cabra só com o olhar! Com atuações impecáveis de Jeff Bridges e George Clooney, o filme faz alusão à “guerra ao terror”, intercalando flashs do passado e dos dias de hoje no Iraque.


Para gostar desse tipo de ficção, tem que ter consigo aquela resignação de que é possível, mesmo que por algumas horas, fugir do feijão com arroz como forma de reflexão de diversas metáforas, que estão ali, para quem quiser decifrar. Pois, como já dizia Lavoisier, “na natureza, nada se cria, tudo se transforma”. Até mesmo as idéias são assim.
Muitos cineastas [diretores e roteiristas] se destacam – ou destacaram – por filmes dinâmicos com projetos malucos, como os Irmãos Coen, Charlie Kaufman, Spike Jonze, Guy Richie, Stanley Kubrick, Quentin Tarantino e David Fincher. Para quem curte roteiros insanos e intensos, mas que fazem muito sentido, algumas dicas [alguns, baseados em obras literárias]:

• O Curioso Caso de Benjamin Button, David Fincher, 2008
• Queime Depois de Ler, Irmãos Coen, 2008
• RocknRolla – A Grande Roubada, Guy Richie, 2008
• Mais Estranho que a Ficção, Marc Forster, 2006
• Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, direção de Michel Gondry e roteiro de Charlie Kaufman, 2004
• Peixe Grande, Tim Burton, 2003
• Adaptação, Spike Jonze, 2002
• Vanilla Sky, Cameron Crowe, 2001 [refilmagem de Abre los Ojos, de Alejandro Amenábar, 1997]
• Amnésia, Christopher Nolan, 2001
• A.I. Inteligência Artificial, Steven Spielberg / Stanley Kubrick, 2001
• Snatch, Porcos e Diamantes, Guy Ritchie, 2000
• Clube da Luta, David Fincher, 1999
• Beleza Americana, Sam Mendes, 1999
• Magnólia, Paul Thomas Anderson, 1999
• Matrix, Irmãos Wachowski, 1999
• O Grande Lebowski, Joel Coen, 1998
• O Show de Truman, Peter Weir, 1998
• Os Fantasmas se Divertem (BeetleJuice), Tim Burton, 1998
• Cubo, Vincenzo Natali, 1997
• Pulp Fiction, Quentin Tarantino, 1994
• Edward Mãos de Tesoura, Tim Burton, 1990
• Laranja Mecânica, Stanley Kubrick, 1971
• 2001: Uma Odisséia no Espaço, Stanley Kubrick, 1968

Minha mãe é a mulher mais linda desse mundo!

{ sábado, 28 de agosto de 2010 }

Lembrei de uma historinha que minha mãe contava muito quando eu era pequena. Tenho uma recordação, em especial, de uma manhã de domingo em que, no quarto de meus pais enquanto eles ainda estavam acordando, pedi pra que ela me contasse pela milésima vez o tal conto.

Dizia que num reino muito distante, um garotinho se perdera da mãe e o Rei mobilizou todos os seus súditos a fim de encontrá-la.
O garoto dizia: -“Minha mãe é a mulher mais linda desse mundo!”
Então, num certo dia, o Rei convocou as mulheres mais bonitas que ficaram em fila diante do menino.
- “É essa?”, perguntou o Rei, diante da morena exuberante.
- “Não, minha mãe é muito mais bonita”, disse o menino.
- “É essa?” indagou vossa majestade apontando para uma linda e jovem loira.
- “Imagina! Minha mãe é bem mais linda!”
E assim foi durante todo o dia. Quando a fila das beldades já estava acabando, chegou em desespero uma senhora enrugada e mal cuidada, cabelos desgrenhados e roupas maltrapilhas.
- “É essa!”, disse o menino, indicando a mulher. “Eu não disse que minha mãe era a mulher mais linda do mundo?”

Toda mãe é a mulher mais linda do mundo! A minha é e ponto final.

O capote e a escova progressiva

{ sexta-feira, 27 de agosto de 2010 }

Eis que certo dia saí ansiosa para o meu horário no salão. Seria minha primeira escova progressiva e eu, enfim, teria meus cabelos lisinhos, até que os desígnios de Afrodite me impediram: jeitosinha que sou, tropecei e capotei um lance inteiro escada abaixo do meu prédio.
Não tinha uma alma viva pra ouvir meus berros naquele sábado. E eu fiquei lá, estatelada, com meus cabelos ondulados, vendo meu pé torto e roxo e sentindo tonturas por conta do acidente [mais pelo susto do que pela dor, sou um pouco impressionável, confesso]. Liguei para casa, mas minha mãe estava tagarelando com minha irmã no telefone e só dava ocupado – e eu sofrendo!
Resolvi estufar o peito, encolher a perna e sair pulando num pé só os três andares acima que ainda me restavam para chegar ao meu destino e, nesse dia, mais do que nunca, refleti sobre a urgência de me mudar para um prédio com elevador. Assim que cheguei, toquei a campainha e ploft!, caí dura no chão igual a um saco de batatas. Maldita pressão baixa que teima em me nocautear!
Meu pai olhava no olho mágico e não abria a porta porque não via ninguém [lógico, eu estava deitada no chão, oras!] Quando tomava coragem pra tocar a campainha de novo, desmaiava na sequencia e meu pai, com muito juízo e medo da bandidagem, não abria. E ficamos assim por um bom tempo, até que conseguimos sincronizar as ações e, enfim, fui acudida.
Situações hilárias à parte, sei que tive uma torção brava e adiei a tão sonhada progressiva. Mas Afrodite, que devia gostar de meus cabelos volumosos, teve que me desculpar! Remarquei o salão e, desde então, há uns seis anos, nunca mais abri mão da técnica. E nem caí mais da escada.

Cores, pra que te quero?

{ segunda-feira, 23 de agosto de 2010 }

Desde adolescente, eu ia à manicure semanalmente. Mas de uns tempos pra cá, descobri o prazer em eu mesma criar looks bacanérrimos em meus pezinhos e mãozinhas. Deixei o fascínio pelas cores me dominar e virei uma fanática por esmaltes.
Como sou bem branquinha, adoro cores fortes [e chamativas]como os mais variados tons em vermelho ou laranja, que ficam mega realçados em minha pele. Mas têm fases em que prefiro muito rosa, do antigo ao chiclete, nos pés e nas mãos. Além de uma aposta super na moda, acho rosa ‘diva’.
Um esmalte que fiquei apaixonada foi o Nouvelle Vague da Chanel, um turquesa lindo e que já está à venda no Brasil. Como ele custa a bagatela de R$ 90,00, arrisquei comprar a nuance de azul de outras marcas um pouquinho mais acessíveis, como o Sereia, da Impala, e o Esmeralda, da Cora. Apesar de lindas [sendo a última um pouco mais difícil de obter uma cobertura uniforme], nenhuma das duas têm o discreto cintilante da marca francesa, então, com o Sereia, você pode obter a cor quase perfeita misturado ao Pérola, da Avon.
Adorei também os esmaltes da Ana Hickmann. Duradouros e super modernos, com destaque para o Pimenta [vermelho], Trancoso [laranja] e Jurerê [rosinha, que combinado com um flúor fica lindo!]. Para quem tem coragem de encarar o preço, um rosa perfeito é o Minstral, também da [carerésima e magnífica] Chanel. Se você não liga pra genéricos, dá pra misturar o Rio Doce, da Impala, com Reflexos Rosas, da Colorama que o resultado é bem parecido.
Acabei de trocar o Penélope Charmosa, da Risqué, pelo Energia, da mesma marca e indico os dois; o primeiro, super moderno e o segundo, garante um visual mais discreto e bem chique. A grande sacada é estar sempre inovando e colorindo as unhas e a vida!

A utilidade dos finais de semana

{ domingo, 22 de agosto de 2010 }
Imagem de 2004, talvez. By André Almeida

Já há algum tempo, nos finais de semana, minha prioridade tem sido sempre a mesma: prezo pelo meu descanso merecido. Acontece que minha rotina anda tão corrida que outro dia, despretensiosamente, fiz as contas e percebi que tenho trabalhado direto uma média de 12 horas por dia. Sexta-feira foram 15 horas corridas e no sábado de manhã, a rotina continuou.
Não estou tentando me gabar e nem reclamando, longe disso. Amo meu trabalho e sou apaixonada pelo que faço e até para conseguir seguir um ritmo legal na semana seguinte, tenho que cuidar de meu corpo e da minha mente nos dias destinados ao lazer.
Ontem, durante o workshop de uma empresa cliente, assisti a uma palestra bem interessante ministrada pelo psicólogo e consultor de carreiras Alex Bertoldi que falou exatamente sobre isso. O assunto era ‘Capacidades Individuais e Oportunidades Dentro de uma Organização’. “A energia que move é a energia mental”, enfatizou. Então, temos que cuidar dela, certo?
Dentre as dicas empresariais para desenvolvimento de nossas capacidades, ele destacou a importância da leitura, da prática de exercícios físicos, desenvolvimento do senso de humor, assistir a filmes de diversos gêneros e, principalmente, aprender a relaxar.
Caxias que sou, me pegava em alguns finais de semana revisando materiais para apresentação na segunda, para ter a certeza de que estava tudo certo. E quantas e quantas tardes de sol passei no computador ao invés de estar indo ao cinema ou procurando qualquer coisa divertida pra fazer!
Com o tempo, fui percebendo que se eu não me dedicasse um pouco a mim, à minha família, aos meus amigos, à minha cachorra e aos meus hobbies, me tornaria uma pessoa cada vez mais ansiosa e estressada. E meus clientes, além daqueles que me amam, também sofreriam com isso.
Para todos os que, assim como eu, amam o que fazem, algumas dicas: busque o equilíbrio, dedique-se a um hobby, procure um curso legal, não se sinta culpado em dormir e descansar nos dias de folga. Leia um romance para quebrar o gelo das notícias econômicas do jornal, assista a um filme iraniano para variar, pinte uma tela, jogue vídeo-game ou monte um blog. Cante alto, corra num parque e relaxe. Vida longa a nós e às nossas carreiras!

Um ipê de presente...

{ sexta-feira, 20 de agosto de 2010 }


Sim, até que o inverno pode ser lindo! Pode ter cores, pode ter flores, pode ter amores. É só saber enxergar...
Esse ipê maravilhoso me tirou a concentração e me senti na obrigação de fazer uma foto e dividi-lo com vocês.
Uma linda sexta-feira cheia de vida!

A velha história dos 30 anos

{ quinta-feira, 19 de agosto de 2010 }
Ontem fui ao dentista e pela primeira vez em quase cinco meses, tive que preencher o item ‘idade’ numa ficha. Ri sozinha da minha reação de espanto, titubeei, mas foi em vão. ‘30’.
Para quase toda mulher que conheço a proximidade com os 30 anos representa um tormento. Comigo não foi diferente. Assim que saí dos 25, senti o peso do que estava por vir e comecei a providenciar ácidos retinóicos mais potentes. E a pensar no futuro. Ah! Como o futuro está próximo...
Em março desse ano, enfim, as três décadas bateram à porta. Vieram cheias de insegurança e conflitos existencialistas típicos da mulher moderna. “Como assim, 30 anos e ainda nem pensei em adquirir a casa própria?”. Na época da minha mãe, os embates seriam outros: “sou uma solteirona, não tenho filhos e meu enxoval está criando mofo”. O que acontece é que desde que o mundo é mundo, os 30 anos são aterrorizantes.
Mesmo durante a comemoração, os questionamentos foram surgindo e tentando corroer aquele cisco de autoestima que ainda insiste em existir mesmo com o recente inferno astral típico dos aniversariantes.
“Até ontem eu era foca, namorava no portão, brigava na escola, ia pros rock n´roll com o povo da faculdade e quebrava tudo. Aguentava as noitadas até de manhã e depois ia comer um croissant gorduroso pra curar a bebedeira, não tinha aquela marquinha de expressão nos olhos, não precisava lutar contra o ‘tchauzinho’ do braço e enxergava que era uma bê-lê-za. Como assim, tudo passou tão rápido?”. 30 anos é o portal para a maturidade, aquele que você não quer passar tão cedo.
Por sorte, acordei em tempo e percebi que a troca de estágios [ou de décadas], assim como a muda da pele das serpentes, vem cheia de renovações. Somente um tempo depois de ter completado meus 30 anos, tive um insight de que estou na fase mais feliz da minha vida.
Sou uma mulher segura, independente, realizada profissionalmente, com algumas conquistas financeiras das quais me orgulho, com uma família linda e, sem brincadeira, me sentindo mil vezes mais bonita do que quando tinha 20 anos. E, quando chegar a hora certa, terei um apartamento novinho em folha para poder chamar de meu.
O que falta nas mulheres que estão deixando os ‘inte’ para ingressar nos ‘inta’ é enxergar que essa etapa do amadurecimento é completa. Você pode não dar conta mais [e tampouco ter vontade] de ir pra balada de segunda a segunda e qualquer mistura de cachaça pode cair como uma bomba na sua gastrite nervosa. Além disso, provavelmente, terá que cuidar melhor da alimentação e dar um reforço extra na academia, sem contar que suas responsabilidades profissionais exigem cada vez menos noites varadas e olheiras. Mas, em compensação, você se conhece melhor em tudo; seu corpo, sua mente, seus ideais. A mulher ‘balzaquiana’ está pronta para o mundo, para ser feliz e para fazer alguém feliz, com a vantagem de continuar arrasando!
Por isso, minhas pequenas jovens, não tenham medo! Se apegar a complôs sociais antiquados é atraso de vida. Hoje, não vendo e nem troco minha idade. No máximo, boto uma franjinha para ganhar um semblante mais leve e não dispenso meus creminhos para poder chegar aos 40 com carinha de 30.



Horário Eleitoral Gratuito [Obrigatório]

{ quarta-feira, 18 de agosto de 2010 }
Começou ontem o horário eleitoral gratuito [obrigatório] nas emissoras de TV e rádio brasileiras. Sim, o povo precisa deixar de ser alienado e se interessar mais por política pelo bem do Brasil. Mas alguém aí já viu uma pessoa ser obrigada a gostar de matemática? Então...
Essas propagandas gratuitas são presentes de grego e as comparo com aquele mimo de aniversário que você recebe da sua avó e quando abre o embrulho percebe que é um par de meias.
Em primeiro lugar, o voto obrigatório já é uma piada por si só. Tá! Eu não gosto e nem confio em nenhum candidato, aí tenho que me deslocar da minha casa até o local onde estão acontecendo as eleições [sóbria graças à Lei Seca, of course] pra escolher o menos ruim? Ah, sim! Tenho mais duas alternativas: votar nulo e votar em branco. Ufa!
Até que ponto o Brasil é um país democrático, já que o povo tem por obrigação, e não direito, escolher um representante? Até que ponto as eleições brasileiras são sérias se o jovem de 16 anos tira o título pra votar no Enéias pra ter assunto na escola [com o aval do TRE!]?
O duro é que nesse presente de grego, além de conhecermos todas as propostas, promessas, acusações, juras e rasgações de seda, podemos ainda ganhar um úlcera de ódio dos candidatos caras-de-pau que tentam uma boquinha no Legislativo a custa da ignorância do povo [obrigado a votar, como se fosse o maior símbolo de civilidade, repito], como Tiririca, Sérginho Mallandro, Popó, Kiko e Leandro do KLB, Vampeta, Mulher Melão, Reginaldo Rossi e outros do mesmo naipe.
Como não é o circo eleitoral que me fará decidir meus candidatos, só me resta agradecer à ‘Santa TV a Cabo’ que me amparará em todas essas horas tão vazias. Porque beijo em criança, cafuné em velhinho e tempestades de simpatia, não me pegam faz tempo.



Experiência para representar você na Câmara!



Lindo e sério. Credibilidade total para legislar!



É a preferência do povão. Brasileiro adora bunda e peito. Tá certo!

"Assessorando"

{ segunda-feira, 16 de agosto de 2010 }

Tem gente que diz que eu sou coruja com os meus clientes. Pode até ser, mas não vestiria a camisa de uma empresa ou organização se eu não as julgasse realmente especiais.
Assim que resolvi sair de meu último emprego em 2006 para montar a minha assessoria, tive a grande sorte de me relacionar profissionalmente com clientes que me deram um novo estímulo para continuar me aprimorando cada vez mais com o objetivo de fazer um bom trabalho, inovando sempre.
São todas empresas sérias que eu tenho prazer de estar presente e acompanhar o crescimento nesses anos de parceria; organizações que demonstram a preocupação verdadeira com a valorização de seus colaboradores, incluindo a mim, assessora de imprensa que, apesar de não estar presente todos os dias em seu cotidiano, sou inserida com carinho em todas as ações em prol da equipe. É gratificante saber que conquistei meu espaço nesses ambientes e ser lembrada como parte daquele grupo.
Na sexta-feira à noite, fui convidada para um churrasco dentro de uma das empresas. O happy hour aconteceu para integrar os novos colaboradores que estavam entrando no time. Algo super informal e com calor humano, contando com a presença do diretor, gerentes e membros de todos os departamentos. Todos queridos e adorei fazer parte de mais um encontro deles. Foram momentos de descontração, regados à cerveja e boa conversa e eu pude estar ainda mais próxima de uma turma que trabalho há tanto tempo.
No sábado à noite, fui assistir à apresentação de uma banda de rock formada por diretores, gerentes e desenvolvedores de uma empresa de Tecnologia da Informação. Uma semana antes, recebi a ligação dizendo que meus convites estavam lá na empresa, à minha espera.
Esse tipo de confraternização é fantástico, pois une os colaboradores também em atividades fora da empresa, onde diretores, gerentes, recepcionistas, secretárias, etc., esquecem a formalidade da hierarquia e são ‘apenas’ amigos. Conversando com o pessoal, pude perceber a importância dessa integração; a equipe não se desgruda nem mesmo nos finais de semana, pois sente prazer em estar junto mesmo fora do ambiente de trabalho. E isso, pode-se comprovar pelo baixíssimo índice na rotatividade de funcionários.
Esses fatos lembrados são os mais recentes de um histórico de grandes parcerias e admirações mútuas, que me fazem sentir prazer em levantar para trabalhar todos os dias. São várias empresas e inúmeras demonstrações de carinho nesses anos de trabalho. Hoje terei uma reunião com uma cliente querida marcada por ela estrategicamente na hora do chá da tarde para que possamos aproveitar para bater papo.
Fazer um bom trabalho não é suficiente. Para se cuidar da comunicação de uma empresa, é preciso fazer parte dela e quando nos sentimos incluídos, é porque as ações estão dando resultado. E são nas pequenas atitudes que percebemos que estamos no caminho certo; estar rodeada de pessoas queridas também no âmbito profissional não tem preço.

As reflexões na mesa do Dia dos Pais

{ domingo, 8 de agosto de 2010 }

Dia dos Pais, mesa farta, reunião de família e, inevitavelmente, histórias engraçadas do passado, de um tempo em que éramos crianças – no meu caso, 15 anos mais tarde que os outros três – e estivemos sob o cuidado de meu pai, um sujeito que sempre prezou muito a experimentação.
Vou explicar. Quando eu era pequena, todo domingo, papai me levava para passear. Era um momento só nosso, já que ele passava a semana praticamente toda fora, viajando. Como gerente de vendas, era o seu trabalho estar cada dia num lugar diferente.
Numa dessas saídas, estávamos na Praça da Catedral. Eu tinha uns dois anos e avistei um garoto fazendo xixi (de pé, óbvio) na parede da Igreja. Achei o máximo e quis fazer o mesmo. Meu pai contou rindo que não sabia o que poderia dar aquele experimento, então, me largou à própria sorte. E eu, claro, sem a ferramenta necessária, me mijei inteira e tivemos que voltar mais cedo pra casa.
O fato é que com esse seu jeito, meu pai sempre me incentivou a fazer o que eu bem entendesse. Sempre tive nele um grande apoiador, tanto em minha vida pessoal como na profissional, pois ele me deu subsídios para refletir e tentar visualizar o que é certo e o que é errado. E, nas ocasiões em que eu me mijar toda na vida, posso contar com sua proteção e palavras de conforto... e um empurrãozinho para seguir em frente sem olhar para trás.