A mulher e a barata

{ segunda-feira, 27 de setembro de 2010 }

Uma mulher normal avistando uma barata



Por que diabos mulher tem tanto medo de barata? Eu, por exemplo, coleciono uma série de sentimentos e sensações em relação a esse bicho asqueroso: pavor, fobia, temor, horror, pânico, nojo, calafrio e, por causa delas, já enfrentei as mais bizarras situações, como correr seminua pela casa com visitas depois de avistar suas anteninhas na roupa que iria vestir.
Numa madrugada desse final de semana, fui buscar água na cozinha e ouvi aquele barulhinho horripilante que só quem odeia barata consegue identificar. Virei e dei de cara com uma gigante, típica da era paleozóica, e a apenas um metro da minha cabeça, passeando cheia de razão no MEU armário. Como uma ninja treinada nas melhores organizações secretas japonesas, dei um jump inesquecível e creio que em três passos e duas cambalhotas já estava em cima de alguém que pudesse me ajudar, implorando para dar um jeito naquela tragédia.
Meu coração parecia que ia pular pela boca, a mão suava, o corpo tremia e, mesmo assim, tive o lampejo de dar mais um salto cinematográfico até o sofá quando a filha d´uma mãe estava querendo escapar. Me senti super protegida somente quando ela foi nocauteada com minha Havaiana 35.
A barata partiu dessa pra pior com uma chinelada certeira. Infelizmente esse bicho se prolifera de forma muito mais rápida do que morre: cada fêmea pode botar até 50 malditos ovos. E pasmem: a cada barata encontrada, tem mil escondidas, rindo da sua cara e invadindo seu pote de bolachas durante a noite. Uma merda saber que essas porcarias são seres tão antigos e resistentes que sobrevivem até mesmo à radiação. Mas, por sorte, sempre sucumbem ao bom e velho chinelo.












Eu diante de uma barata

José Luiz Tejon e a necessidade da superação

{ domingo, 26 de setembro de 2010 }
Na sexta-feira cobri um seminário sobre Gestão de Pessoas no setor sucroenergético. O evento começou às 14h e às 16h eu já estaria liberada, já que a próxima palestra teria um tema motivacional, não cabendo na pauta da qual fui incumbida. Mas eis que algo me chamou a atenção: José Luiz Tejon seria o palestrante e eu não poderia perder a chance de conhecê-lo.
Tejon é um gênio do marketing, considerado um dos mais importantes palestrantes sobre o assunto. Professor da FGV e ESPM, publicitário, jornalista, administrador e músico – da Dinossauros Rock Band, a qual pretendo um dia ter a chance de assistir –, ele é autor de 14 livros, sendo o último “A Grande Virada – 50 Regras de Ouro para Dar a Volta por Cima”, que fiquei louca para ler.
A conferência é ditada por suas experiências e conquistas, delineando em nossa mente uma rota simples para entendermos o presente e construirmos com solidez o nosso futuro, mesmo diante dos imprevistos e infortúnios que nos cercam a todo o momento.
O homem em questão é um exemplo vivo e palpável da superação. Aos quatro anos, o pequeno Tejon sofreu um acidente doméstico com cera e gasolina que o deixou com o rosto queimado. Uma vizinha conseguiu pular o muro de sua casa e conter as chamas. Da tragédia, tirou sua primeira lição: O peso de darmos chance ao acaso em qualquer situação da vida: “um segundo a menos, o fogo não teria me atingido. Um segundo a mais que a vizinha demorasse, eu poderia ter morrido”, enfatizou.
O cenário mais comum da infância e adolescência de Tejon foi o leito de um hospital, onde passou por mais de cem cirurgias plásticas. E foi nessa época de adaptação de sua nova realidade que o menino Tejon deu os primeiros passos para vencer as barreiras de sua limitação, com a ajuda da mãe adotiva.
Aos sete anos, depois de muito se esconder com medo e vergonha das pessoas, foi obrigado pela mãe a ajudá-la na feira. Percebendo que o filho era o centro das atenções com aquela queimadura agressiva, a mãe o mandou escolher as batatas com concentração, para que tirasse o foco do burburinho: – “a batata grande é para isso, a pequena para aquilo, a outra seu pai gosta descascada, preste atenção nas batatas!” Daí nasceu sua segunda lição: é preciso ter coragem e objetividade.
O garoto Tejon cresceu e seguiu em frente. Seu medo de viver deu lugar a um imenso desejo de desenvolver outros sentidos: estudou, aprimorou seus talentos e criatividade, tornando-se um homem que fez do trauma sua alavanca para o crescimento. Modelo de sucesso em todos os aspectos, Tejon mostra em suas conferências o quanto é importante fugirmos de nossas zonas de conforto. As dicas são agarrar as oportunidades, buscar prazeres na vida, driblar os preconceitos, fazer das adversidades uma porta de entrada para inúmeras conquistas e descobertas. Isso é viver intensamente.

Tejon: A importância do acaso
Acesse o blog do Tejon

Transitando [e se estressando] em Ribeirão

{ quarta-feira, 22 de setembro de 2010 }
O trânsito de Ribeirão Preto é uma roça, com direito a vacas, cornudos, galinhas e, porque não, carroças? Ou você nunca teve que desviar de uma na Presidente Vargas? Eu, por exemplo, já quase apanhei de uma carroceira que queria passar por uma fresta ao meu lado e, só Deus sabe como, ficou esmurrando com toda a finesse o teto do meu carro. Cadê a buzina, mano?
Separei aqui alguns itens irritantes e peço para que façamos todos uma corrente de pensamentos positivos em prol de um trânsito mais seguro e inteligente.



Motorista mole: Esse é um dos folgados que mais me estressam FOREVER. Será que é tão difícil, meu Santo Expedito, fazer as coisas de uma maneira rápida e eficiente, sem atrapalhar a vida alheia? Vejo o cara com o cotovelão pra fora do carro transitando pela direita a 30km/h naquela avenida mega movimentada e desfilando com aquela montanha de pança da mulher dele ao lado, e quando você dá uma luzinha alta na lomba do figura ele simplesmente não entende o motivo e te manda passar por cima. E te chama de vaca.

Seta opcional: E aí você tá transitando atrás daquele folgado que enfiou a seta sabe-se lá onde. Ele freia em cima da hora e o mundo que se exploda. Ou então, você está ali, naquele cruzamento chato esperando só aquele carro para poder atravessar a rua. E ele, de repente vira, sem te avisar, te deixando no vácuo. Tá vendo o que dá confiar em qualquer um?

Motoqueiros sem amor à vida: Às seis horas da tarde na Francisco Junqueira, se você quiser mudar de faixa, esqueça. Ou então olhe para todos os lados, para cima e para baixo e confira com atenção se nenhum deles irá se materializar em alta velocidade, buzinando para te alertar o quão difícil será você sair daquele tormento. Ou então você para na faixa da direita e avisa com sua seta que virará ali. Aí ele encosta sua moto naquela frestinha q sobrou [motoqueiro a-do-ra uma fresta] à direita e quando o sinal abre, ele então percebe que tem que dar partida de novo. Foda-se o resto do mundo.

Jogar lixo pra fora do carro: Sabia que isso é proibido? Você já viu algum guarda multando alguém que jogou lixo pela janela? Bom, depois vem a enchente, leva o fogão de todo mundo embora e aí Deus que é ruim, neah?

Estacionar na vaga alheia: Já dediquei um post inteiro aqui sobre isso. Então vou resumir: vai roubar a vaga da senhora sua mãe, seu @#$%!

Fila Indiana: Quem foi que falou pra essas antas que no semáforo se para no meio da rua? O cara ainda não conseguiu se decidir se vai reto, pra direita ou pra esquerda então ele se garante ali num local neutro, é isso? Aí, o próximo que chega também não se decidiu e estaciona atrás. E o seguinte idem. E quando o sinal abre, onde poderiam ter saído quatro carros, só três conseguem passar. E você fica lá, com cara de paisagem. É de uma solidariedade sem tamanho, né não?

Amiguinho que estaciona no meio da rua para conversar com o outro amiguinho que está sentado na mesa do bar: Puta de la mierda de la cagañera. Além de você ficar ali, empacado e à mercê de um babaca, ainda tem que ouvir aquele axézão que ele colocou no toco pra chamar a atenção das mina. É demais pra minha paciência. E se você reclama, o mané ainda te manda ir lavar roupa, afinal, pra esses ogros, é típico achar que nós mulheres é que fazemos cagada no trânsito.

Avançar no sinal quando ainda tem gente atravessando na faixa: Pressa é uma coisa, irresponsabilidade é outra. Aí, a velhinha que tá lá, atravesando a rua com todo o cuidado tem que dar um jump violento porque o bonitão não pode esperar dois segundos. Ela tá na faixa de pedestres, cara! É bem típico de gente que só pensa no próprio umbigo.

Tudo bem que não sou parâmetro, já que não sou o ser mais tolerante do mundo, mas algumas atitudes das pessoas tiram ou não tiram qualquer um do sério, gentem? Civilidade tem que fazer parte de todas as nossas ações, inclusive no trânsito. Custa seguir bonitinho as regras? Custa ser gentil e deixar o colega que tá saindo de uma garagem entrar na sua frente? Custa andar pela direita já que você é uma lesma?

Pros lindos e lindas adeptos da folga sobre quatro rodas, o meu recado: vamos fazer um intensivão em Sampa, tchurme? Ou então me mudo pra Noruega.

A nostalgia estranha dos anos 50

{ sexta-feira, 17 de setembro de 2010 }
Não há época mais linda que os anos 50. Há cinco décadas, tudo transmitia romantismo e classe em qualquer assunto, desde moda, filmes, músicas, arquitetura, carros... Ainda pequena já cultivava essa admiração. Um dos motivos dessa paixão é que minha vida sempre foi rodeada por histórias felizes desse período e sinto como se tivesse vivido isso por tabela.

Cinturinha marcada e sapatilha. Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência.


Meus pais nasceram no final da década de 30 e todo o namoro deles se passou nessa fase maravilhosa, ingênua e romântica, de ir para o cinema e ter hora pra voltar, de dançar a primeira música ao som do The Platters, do homem abrir a porta do carro e saber dançar uma valsa e, da mulher, por mais ‘prafrentex’ [gíria da época, gentem!] que fosse, conseguir manter sua feminilidade. É fascinante também por ser uma era repleta de mudanças em todos os aspectos, já que foi a transição entre o período de guerras e a fase das revoluções de comportamento.
Pra começar, a década foi o marco da alta-costura. As mulheres que viveram nessa fase pós-guerra foram beneficiadas com o que havia de mais luxuoso, tanto em coleções quanto em cosméticos.
Há alguns anos, as mulheres descoladas poderiam julgar a moda cinquentona careta e antiquada. O engraçado é que hoje, ela se tornou um fetiche das garotas antenadas. As propostas atuais, por exemplo, estão cada vez mais direcionadas para a valorização da cintura e da doçura da mulher. O New Look de Christian Dior, que surgiu pra levar mais glamour aos guarda-roupas, foi repaginado em pleno século 21, dando à mulher mais leveza e delicadeza com as saias de cintura alta e os próprios vestidos com saia godê-guarda-chuva.

Tailleur New Look de Dior

Croquis publicados na década de 50

Vestidinhos de nossas vitrines (imagem extraída do futrico.net)


As anáguas engomadas, as meias soquetes, os conjuntinhos de ban-lon, as carteiras de metal menodier [colaboração de mamãe!] e os penteados retrô ficam de fora hoje, of course, mas as sapatilhas ficam mais inseridas do que nunca. Infelizmente, as jóias, símbolos do luxo da década, também devem ser evitadas, já que as épocas são outras e se for fazer a phina com o colar de esmeralda da avó, é bem provável voltar pra casa sem a jugular.
Os carros de hoje em dia ganharam mais economia, design arrojado, mecânica barata, mais segurança, entre uma infinidade de vantagens. Mas, para mim, nada substitui o luxo de um Bel Air conversível azul-calcinha com bancos de couro branco, meu sonho de consumo. Cada detalhe é um obra de arte.

Luxo sobre rodas: Bel-Air 1956


No cinema, a década de 50 é a chamada ‘idade do ouro’. Os clássicos estão aí, para serem saboreados, tanto os hollywoodianos, que fizeram brilhar astros como Gene Kelly, James Dean, Marlon Brando, Audrey Hepburn, Rita Hayworth e lógico, a diva Marilyn Monroe, quanto o nouvelle vague francês.

A Bonequinha de Luxo Audrey, o rebelde Dean e a musa Marilyn


A música era uma mistura do romantismo desenfreado com o rock n´roll, que surgiu logo após o fim da 2ª Guerra Mundial e encantou a tal da 'juventude transviada'. Símbolos internacionais dessa época são influências e referências para artistas nos dias de hoje como Beatles, Elvis, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Littlle Richard, Sinatra, Peggy Lee. Aqui no Brasil, a Bossa Nova surgiu para ganhar fãs em todo o mundo.


Os garotos de Liverpool: referência mundial
Fala sério! Mesmo analisando os anos dourados com pinceladas rápidas, o fato é que essa década causa uma nostalgia estranha até para quem ainda nem pensava em existir. É ou não é?

Pisando na bola na hora de comunicar

{ segunda-feira, 13 de setembro de 2010 }

“Você me manda a matéria antes de publicar para eu dar uma olhada?”. Foi assim que um entrevistado, o porta-voz de uma empresa gigante e renomada, se despediu de mim, na semana passada. Desta vez eu estava como repórter e pude relembrar, do ponto de vista desse profissional, o quanto uma assessoria de imprensa faz falta no relacionamento com jornalistas.
O cara tá dizendo nas entrelinhas que você não foi capaz de entender tudo aquilo que ele disse prolixamente, mas que você conseguiu compreender perfeitamente, pois filtrou somente o que interessava, afinal, é o seu trabalho. Cadê o assessor de imprensa para ajudá-lo a pontuar os fatos relevantes? Ou para escolher um bom porta-voz da empresa e orientá-lo em como se portar?
Um assessor de imprensa informará ao entrevistado de antemão o foco da entrevista e ele estará preparado com dados consistentes e poderá transmitir ao jornalista o que for pertinente à matéria, sem delongas. E principalmente, informará ao cliente que pedir para ler a matéria ofende o jornalista. Nunca, jamais, em hipótese alguma, deve-se cair nessa asneira.
Trabalhei por muitos anos como repórter de TV, jornal, rádio, revistas, sites especializados, e me deparei algumas vezes com esses pedidos inadequados, situações constrangedoras ou mentiras deslavadas. Já vi empresários em situações de crise fugirem da imprensa ao invés de explicarem [por entrevista ou comunicado, de acordo com a situação] as causas de um acidente dentro de uma fábrica e as providencias tomadas a partir de então, por exemplo, o que demonstraria seriedade e amenizaria o impacto da informação negativa. Transparência no mundo corporativo é o primeiro passo para se conquistar a simpatia da opinião pública, mesmo que assumindo uma falha.
Não é preciso estender o tapete vermelho para receber um jornalista. O respeito será demonstrado com respostas honestas, objetivas e conhecimento da função deste profissional, que não está ali para puxar o saco e nem para denegrir uma imagem. Por isso, no jornalismo [sério], toda história tem dois lados. Cabe ao entrevistado contar o seu com a maior dose de sinceridade possível, apresentando números, revelando foco e conhecimento no assunto, mostrando imagens para facilitar o entendimento no caso de assuntos técnicos. Tudo isso, contando com a presença de uma assessoria de imprensa, que respaldará o cliente em situações imprevistas.
Ao se despedir, um agradecimento basta. É só confiar na verdade; o jornalista costuma ser um bom entendedor.

Quem não se lembra desse caso hilário [e trágico] em que um assessor de imprensa poderia ter mudado o rumo da prosa?

Sugestão para a NASA

{ domingo, 5 de setembro de 2010 }

Às vezes queria ter uma bolha. Uma daquelas como a desenvolvida pela NASA para aquele menino americano da década de 70 que não podia ter contato com germes. No meu caso, queria uma para me proteger contra palavras maldosas.
Seria só sentir a iminência das agressões e pronto, acionaria uma espécie de campo magnético e nada de mal chegaria até mim. Sem chateações, sem rancor, sem tristeza.
Sem essa bolha, o mundo nos deixa tão expostos a ingratidões que mesmo tentando ser uma fortaleza, tem horas em que a gente desaba. E uma simples frase, aquela dita sem pensar e sem motivos, pode acabar com seu dia.
O caminho é perdoar, porque muitas vezes já tivemos que ser perdoados por outros tantos que também não tinham o utensílio da NASA. Mas que se contássemos com bolhas como essa a vida seria muito mais simples, isso seria.

Te amo, mas não te quero (pelo menos por enquanto)!

{ quinta-feira, 2 de setembro de 2010 }

Não sou lá muito alta e desde que virei mulherzinha me encantei pelos saltos, sejam eles plataforma, anabela, fino, quadrado, alto, super alto, médio, pequeno... ao longo de minha vida fui colecionando sapatos, objetos do desejo feminino e grandes aliados das mulheres com menos de 1,70m. Usava em qualquer ocasião e me acostumei tanto com eles que se tornaram parte de mim em qualquer produção.
O salto alto, além de super sexy, molda as pernas e obriga a mulher a ter uma postura correta. Mas mesmo para quem está acostumada a se equilibrar, como eu, sapatos muito altos deixam sua marca no fim do dia: pés cansados e pedindo uma boa massagem.
Porém, de uns meses pra cá, tenho me surpreendido ao comprar cada vez mais sapatilhas e sandálias baixas. Uso para trabalhar e até mesmo para programas lights, como sair para jantar, ir tomar uma cerveja ou pegar um cineminha. Descobri a América e juro que ando com preguiça de voltar a usar meus saltos. Acho que estou assumindo meu 1m67 e a necessidade de praticidade.
Nesses dias de Fenasucro, de sapatilha, respirei aliviada e recordei dos últimos sete anos de feira em que enfrentava sol, chuva, poeira e quilômetros de andança com meus saltinhos, já que, por atender clientes, preciso aderir a um look mais social. Por mais baixos que fossem, no final do dia, os dedinhos pareciam que iam desintegrar, e mesmo não perdendo a pose durante o trabalho, chegava em casa querendo me afogar em Dorflex – afinal, são oito horas camelando de um cliente à sala de imprensa e pro outro cliente e acompanhando jornalistas e voltando pra sala de imprensa...
Mesmo achando salto alto o máximo, quero continuar vivendo essa fase despojada cada vez mais com os pés no chão. É só saber escolher o modelo certo para cada ocasião que o dia-a-dia pode se tornar mais leve – e por que não, super estiloso? Hoje, cá estou, cansada, confesso, mas com meus pezinhos em êxtase, mesmo tendo perambulado por horas e horas nessa minha vida de jornalista.
Talvez, qualquer dia desses, amanhã, quem sabe, eu mude de idéia e coloque um salto enorme para mudar o mundo. E dane-se o conforto.