Te amo, mas não te quero (pelo menos por enquanto)!

{ quinta-feira, 2 de setembro de 2010 }

Não sou lá muito alta e desde que virei mulherzinha me encantei pelos saltos, sejam eles plataforma, anabela, fino, quadrado, alto, super alto, médio, pequeno... ao longo de minha vida fui colecionando sapatos, objetos do desejo feminino e grandes aliados das mulheres com menos de 1,70m. Usava em qualquer ocasião e me acostumei tanto com eles que se tornaram parte de mim em qualquer produção.
O salto alto, além de super sexy, molda as pernas e obriga a mulher a ter uma postura correta. Mas mesmo para quem está acostumada a se equilibrar, como eu, sapatos muito altos deixam sua marca no fim do dia: pés cansados e pedindo uma boa massagem.
Porém, de uns meses pra cá, tenho me surpreendido ao comprar cada vez mais sapatilhas e sandálias baixas. Uso para trabalhar e até mesmo para programas lights, como sair para jantar, ir tomar uma cerveja ou pegar um cineminha. Descobri a América e juro que ando com preguiça de voltar a usar meus saltos. Acho que estou assumindo meu 1m67 e a necessidade de praticidade.
Nesses dias de Fenasucro, de sapatilha, respirei aliviada e recordei dos últimos sete anos de feira em que enfrentava sol, chuva, poeira e quilômetros de andança com meus saltinhos, já que, por atender clientes, preciso aderir a um look mais social. Por mais baixos que fossem, no final do dia, os dedinhos pareciam que iam desintegrar, e mesmo não perdendo a pose durante o trabalho, chegava em casa querendo me afogar em Dorflex – afinal, são oito horas camelando de um cliente à sala de imprensa e pro outro cliente e acompanhando jornalistas e voltando pra sala de imprensa...
Mesmo achando salto alto o máximo, quero continuar vivendo essa fase despojada cada vez mais com os pés no chão. É só saber escolher o modelo certo para cada ocasião que o dia-a-dia pode se tornar mais leve – e por que não, super estiloso? Hoje, cá estou, cansada, confesso, mas com meus pezinhos em êxtase, mesmo tendo perambulado por horas e horas nessa minha vida de jornalista.
Talvez, qualquer dia desses, amanhã, quem sabe, eu mude de idéia e coloque um salto enorme para mudar o mundo. E dane-se o conforto.

7 palpites:

Dan disse...

mulher sofre muito! aff

Shirley disse...

Não vou mentir, pra mim salto alto é importantíssimo, devido ao fato de ter 1.55m de altura hahaha, ou seja, não tenho nem 1.60m hahahaha, mas ultimamente, ando assumindo a minha pequena altura e me rendendo as rasteirinhas, mas para encarar a mulher fatal, acho salto alto fundamental, rs e bjos...

Fabi M. disse...

Menina, tô na mesma pegada. Depois q irei mãe, senti necessidade do conforto e tá dificil voltar a usar salto no dia a dia, agora só mesmo em ocasiões especiais.

lu trevejo disse...

Que bom que a gente pode sempre mudar de idéia, costumes e opiniões!
Acho legal salto alto. Nada que exerça muito fascínio, mas gosto. Como não sei me equilibrar neles, fico feliz por ter mais de 1,70 !
E sim, acho que salto alto nos deixa mais elegantes, mas nada que supere o nosso charme natural....úi!

Li Ferrer disse...

Li, imagina entao qdo vc engravidar amiga, daí é adeus aos saltos mesmoo. E depois qdo o bebe nasce é mais uma década de sapatilhas, ai, ai!

Luna disse...

li muito teu blog, vááários posts, gostei demais viu. coisinhas gostosas e cotidianas, bem parecidas com a minha vida. e quanto ao salto, ô, eu dei um tempo, e me viciei nas flats, mas to voltando aos poucos aos meus bons e velhos saltos, hoje mesmo vou numa festa de saltos novos, e saltos 16. muah querida, adorei teu blog, e vou linkar lá no meu.

Beijo!

JP Trovó disse...

SALTO É INDISPENSÁVEL..
Sei que vai soar meio (ou muito) cruel, mas ...

SACRÍFICIOS ALCANÇAM BENEFÍCIOS.

E é isso.. o conforto nem sempre vem em primeiro lugar, HAHA.
Ai, que maldade, JP.

Ameo seu blog e seus textos, Lívia..

bisous.

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