Comer, Rezar, Amar e... Dormir

{ sábado, 2 de outubro de 2010 }

Hoje fui ao cinema com minha mãe, coisa que não fazia há muito tempo. Nos rendemos aos encantos publicitários de “Comer, Rezar, Amar”, baseado na história da libertação e descobertas pessoais da escritora Elizabeth Gilbert, interpretada por Júlia Roberts.
Não li nem o livro já que não é o tipo de tema que me atrai, mas minha mãe estava louca pra ir e me cobrou esse ‘programinha de meninas’ juntas.
Sem dúvida é uma história corajosa da americana que, após o divórcio, deseja reencontrar sua identidade e os prazeres da vida e, para isso, resolve largar carreira, família e amigos para refletir por um ano em três países diferentes: Itália (comer), Índia (rezar) e Indonésia (amar).
O filme é uma contemplação existencialista dos tempos modernos, mas é longo e cansativo e não tocou meu coração. Saímos do cinema nos perguntando o motivo pelo qual essa obra conquistou tantos admiradores, principalmente do público feminino.
As mulheres se sentem cada vez mais aprisionadas em suas vidas e relacionamentos? A felicidade tem sido uma benção cada vez mais inatingível [ou seletiva]? Precisamos de artifícios como a fuga da realidade para redescobrirmos nossa alegria de viver? Todo mundo teria a chance de viver 365 dias comendo, rezando e [se] amando sem executar nenhuma atividade rentável durante esse tempo?
Bom, se você é mulher e ainda não viu, vale pelo menos pelo sempre sexy Javier Bardem, que interpreta o brasileiro Felipe, par romântico de Elizabeth. Esqueça o fato de ele esboçar suas frases em um vergonhoso portunhol ininteligível e aproveite Bali. Só Bali.

7 palpites:

Marina S. Carneiro disse...

Oi Livinha!
Amei seu blog.. Vou te seguir!!!

Sou muito viciada em Julia Roberts, preciso dar uma passadinha no cinema urgente.. hehe

Bjs e bom domingo! :- )))

Shirley disse...

Quero muito ver esse filme, mas agora que li seu texto deu mais vontade ainda, bjocas...

marina aranha disse...

(cara, eu curto a julia roberts até como sininho no peter pan véio, lembra? a opinião a seguir é tendenciosa)
eu gostei do filme e pensei um pouco na vida com ele. me deu um pouco de vergonha do sotaque do javier bardem e mais ainda do hábito do "selinho", que dizem ser brasileiro. também achei longo, mas me diverti.
sessão da tarde, né? às vezes é bom!
beijo!

Bordunga disse...

Ai Livia, como eu gosto muito das suas críticas cinematográficas e já percebi que nossos gostos pelo assunto batem, confesso que fiquei chateada ao ler esta. Eu li o livro após guardá-lo por extenso tempo e me surpreendi, achei-o tão sensível, ao ponto de em muitos momentos eu colocá-lo sobre o peito e refletir sobre as linhas lidas. Mas confesso também que me questionei sobre como o diretor daria "movimento" às cenas. Na minha cabeça a saída estava em investir em ótimos diálogos, sobretudo nos existenciais. Enfim, depois que assistir ao filme, conversarei sobre com vc!

Beijo, beijo, beijo.

Textos da Cri disse...

kkkkkk eu ainda não assisti Lí mas talvez seja como Crepúsculo, o livro deve ser muito melhor do que o filme.....acontece tantas vezes.....rs


Se eu assistir o dito cujo te conto o que achei ok?

beijos lindona

RenataBV disse...

Eu ainda não vi o filme, tb não é o meu estilo favorito, mas quero ver.
Entretanto: Índia (principalmente) e Indonésia estão totalmente fora dos meus planos de viagem para os próximos 40 anos.
No way!

Fabi M. disse...

Eu li o livro e justamente por isso não curti o filme, aliás escrevi hj post sobre. O filme ficou muito hollywoodiano demais da conta, inventou várias coisas e resumiu a jornada espiritual da Elizabeth a uma mulher divorciada que foi viajar para se curar da dor. Ah e a Liz Gilbert pode viajar sem trabalhar bem, ela é bem rica, escreveu vários best sellers e dois deles viraram filmes!

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