Confiança X Desconfiança

{ domingo, 28 de novembro de 2010 }

Ontem, conversando com minha irmã, surgiu o tema 'confiança' nos relacionamentos que nos cercam. Falamos da importância desse sentimento em várias esferas de nossa vida, desde amizade, casamento até o âmbito profissional.
Em quantas oportunidades você já não deixou de confiar em um amigo ou colega de trabalho por um mal-entendido, ou quantas vezes, casamentos não foram desfeitos por bobagens? Só o que nos resta após o erro, é a vergonha e o arrependimento. E, muitas vezes, se há a volta, é como aquele clichê do cálice quebrado.
A desconfiança é uma palavra pesada que deve ser medida em cada pensamento ou pronunciamento nosso. Já dizia o filósofo Lao Tsé que "aquele que não tem confiança nos outros, não lhes pode ganhar a confiança”.
Na vida, passamos por momentos de dúvidas que às vezes nos alfinetam a desistir dessa ou daquela pessoa. Mas o que não podemos nos esquecer é que o ser humano é sujeito a erros. Não apenas aqueles que abrem caminho para uma desconfiança, mas, atenção, principalmente, aqueles que desconfiam cegamente. Pois é.
Penso que o mundo já é um lugar tão inconstante e perigoso para se viver, que se não soubermos nos unir às pessoas e abraçá-las em prol do bem, nossa tendência como aprendizes na Terra é continuar cada vez mais nos metendo num abismo nebuloso. Isso não quer dizer fechar os olhos para o que está passando em nossa frente, ignorar uma deslealdade ou fazer papel de bobo, mas apenas buscar ter a certeza do erro, antes de quebrar um elo importante.
A desconfiança tem de estar cristalina e sem dúvidas no contexto, enquanto a confiança deve estar baseada em muita conversa para que se torne um sentimento cada vez mais recíproco e responsável por irradiar a paz. Que não seja qualquer fofoca, cisma sem fundamento, ou um ‘achômetro’ meio quebrado que consigam estragar relações com promissores futuros.
Os homens ainda têm muito o que evoluir para chegarem nesse patamar de amor mútuo, mesmo porque a vida da gente é cercada de fatos que nos deixam com o pé atrás até de nossas próprias sombras. Mas, porque não tentarmos desde já? Afinal, a regra é clara: todos são inocentes até que se prove o contrário.

4 palpites:

Shirley disse...

Hoje o mundo anda um pouco complicado para confiramos em todo mundo, mas a partir do momento que vc conhece a pessoa e tem um relacionamento, seja profissional ou pessoal, é preciso ter certeza para romper tudo, não vou mentir sou muito impulsiva e essa minha impulsividade me faz agir sem antes ter certeza.
Aprendi muito com esse meu defeito, em certas situaçõe foi doloroso, afinal de contas todos somos inocentes até que se prove o contrário, bjocas e ótima semana...

Fran disse...

Livia, acho q esse texto me caiu como uma luva hoje. :) concordo plenamente com o que vc disse sobre os erros bobos e o corte de elos importantes nas nossas vidas por causa de idiotices....
acho que o equilíbrio aí está em aceitar os erros dos outros e os nossos próprios e conviver com isso. Sem colocar a mão no fogo por ninguém, sabiamente.

Bjão

Cris Paulino disse...

Belo texto. Acredito que confiança é algo que ou a gente tem ou a gente perde. Quando se perde a confiança é como um vaso quebrado, por mais que tente colar, sempre haverá marcas...

Beijos

Renata disse...

CONFIANÇA é a base para qualquer relacionamento. Seja amoroso/conjugal, profissional, pessoal...
Sem confiança, não tem relação. Pode ter outro nome, mas relação não é!

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