Charme, poder e sedução

{ domingo, 30 de janeiro de 2011 }
É estimulante ver arranjos extraordinários e produções impecáveis. Poesia pura para quem sabe apreciar uma boa melodia. Só pra quem sabe...



É tanta sensualidade que deu até vontade de brigar com a patroa, neah?

Quer ficar comigo? Não? Então, toma!

{ sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 }
Imagino que ir pra balada deva ser uma aventura digna de Indiana Jones. Quer saber? Na verdade não imagino nada. A selva é aqui.
Mulheres se deparam com seres alcoolizados e sem um pingo de bom senso que praticamente as caçam a laço naquela boate onde só estão indo pra ouvir uma música legal, dançar mal pra caramba por conta do salto 15, dar risada com os amigos e tomar catuaba com vodka - porque a gente é phyna, mas gosta das coisas boas da vida.
Pois é. E como eu sou muderna, faço parte do hall das meninas que já tomaram um empurrão quando não quiseram ficar com um menino. Meu amigo Luciano, que é um poço de glamour, me tranquilizou afirmando que isso é o último grito em Paris. Luxo!
Brincadeiras a parte e pra quem está duvidando, conto que por dispensar um carinha, ele me deu um tapa no meio da pista. Me senti lisonjeada por ter feito o menino sair de seu controle emocional, mas vem cá, quem educou esse cidadão? Uma mãe carente e superprotetora que o acha lindo e indispensável? O Incrível Hulk?
Esse é o típico cara que acha que mulher só vai pra balada em busca de troca de saliva e sua língua boba e imatura não consegue ficar guardadinha dentro de uma boca que podia tentar, pelo menos, vomitar coisas mais galanteadoras, por mais efêmeras e sem sucesso que fossem.
Sorte a dele que o drink fez efeito festivo em minhas entranhas e aí eu não desço do salto nem com o decreto do rei. Mas que eu devia ter derramado todo o conteúdo do meu copo em seu cabelinho espetadinho e cheinho de mousse, isso eu devia. A vida dele ficaria bem mais doce.




Dicas de livros

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Estreia hoje no Blog Armazém das Idéias, do jornalista Daniel Cândido, a seção "Você é o que você lê", com dicas bem interessantes de obras literárias. Eu e mais três jornalistas fomos convidados para essa prateleira pra lá de bacana. O blog é show de bola. Vale a pena conferir!
“Um país é feito de homens e livros." Monteiro Lobato

Uma homenagem ao maior amor do mundo

{ domingo, 23 de janeiro de 2011 }
O sonho de qualquer pessoa quando se casa é ser feliz para sempre. Mas tenho uma má notícia: ninguém consegue ser plenamente.
Meus pais completarão no dia 25 de janeiro suas Bodas de Ouro. Depois de um namoro sério e apaixonado, casaram-se no dia do aniversário de São Paulo, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no bairro dos Campos Elíseos, na capital paulista.
Enfrentaram todos os extremos de uma relação: a paixão, o amor, as necessidades financeiras de recém-casados, a primeira gravidez, depois, o segundo e surpreendente parto de gêmeos numa época em que não havia ultrassonografia, mudanças de cidade por conta de emprego, a ascensão financeira, a queda financeira, a estabilidade financeira, depois mais uma gravidez da filha caçula e não planejada, o recomeço das preocupações numa fase em que podiam estar sossegados, o grave acidente do gêmeo, o casamento dos filhos, a alegria da chegada dos netos, o orgulho de serem pais, os cuidados com as mães e sogras idosas e, por fim, a morte de um filho.
Foram cinco décadas de companheirismo extremo de ambas as partes. Meu pai, o famoso homem da casa, o provedor, o que se descabelou muito pra pagar a escola dos filhos e garantir conforto para todos. A mãe, a sábia que administra o lar e a paz de todos como ninguém. Cinquenta anos de batalha para formar uma família e transmitir valores e princípios. Cinco décadas de lealdade, de união, de admiração mútua e garra para fazer dos amados rebentos cidadãos de bem.
Quando disse lá no começo que ninguém num matrimônio é feliz por completo é porque o casamento é uma união de felicidade, mas também de dores. Ambos os sentimentos são vividos juntos, em cada etapa, em cada dia em que o sol nasce e se põe. Assim como o sorriso de um é o sorriso do outro, o drama de um, acaba se transformando no martírio de ambos. Na verdade, creio eu, essa é a consequência desta escolha.
Agradeço meus pais amados pelo lindo exemplo e os parabenizo não só hoje, nas vésperas de suas Bodas de Ouro, mas em cada segundo em que passaram juntos formando um lar repleto de amor, sabendo administrar problemas, engolir choros e tocar a vida em frente, participando ativamente da vida de suas crias e regando todos os dias o relacionamento para nunca deixar que o romantismo acabasse, mesmo diante das dificuldades da vida.

Um modelo que desejo seguir. Na alegria e na tristeza.

Amo vocês!

Jornalista, ação! Volume 3

{ quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 }

Ontem aconteceu a inauguração da nova unidade do Doutor Linguiça no Novo Mercadão da cidade e a Plano A foi a responsável pela assessoria. Foi tudo show de bola, a casa tá linda e recebeu pessoas muito queridas pra brindar esse sucesso. Agradeço ao pessoal da imprensa que esteve presente, aos queridos amigos que prestigiaram o evento e parabenizo o proprietário Tadeu Inagaki por mais essa conquista.

E eu, no final da correria, mais que merecia degustar o premiadíssimo chopp, né não?



Imagens: Guilherme Bordini

Me poupe desse carinho

{ domingo, 9 de janeiro de 2011 }

Adoraria saber quem foi o precursor do tal do coraçãozinho com a mão. Ele entraria pra minha lista negra. Sim, porque assim como o axé do último Carnaval, essa coisa se instalou na nossa sociedade com mais força que a gripe espanhola.
E tem variantes. Você pode fazer o coração com a mão sozinho ou acompanhado, o que torna o gesto ainda mais metafórico quando o assunto é se unir para distribuir amor cafona entre os povos.
Pode ser na platéia de um show brega, na caravana de fãs de um grupo de pseudo rock melódico, ou no estádio do futebol. O lance é provar que nossos corações são lindos e enormes e saltam do peito para nossos membros superiores com uma simples e tosca ação de coordenação motora.
Outra coisa bem bacana é o tal do “beijo no coração”. Fico aqui pensando se seria no nosso coração mesmo, aquele do lado esquerdo do peito, ou no coração com a mão. E não chego a nenhuma conclusão, pois um é cheio de átrios, ventrículos, artérias e muito sangue e, o outro, deve estar contaminado com uma mistura de meleca de nariz, poeira, saliva e batata gordurosa comprada na porta do show do Luan Santana.
A expressão também tem variantes e ouvi uma delas outro dia. E fiquei com medo. Me mandaram um “beijo na alma” e eu nem estava num Centro Espírita. Talvez o ósculo tenha chegado por lá numa de minhas saídas noturnas do corpo – isso é outra história que qualquer dia eu conto.
Saudade do tempo em que eu precisava me coordenar só com o gesto do rock´n roll quando ouvia The Doors Cover ou até com o dedo do meio estendido no caso de alguma briga de trânsito. Ou receber um beijo à distância não me fazia filosofar sobre o corpo humano e o perispírito.

Um novo ano brotando

{ segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 }
Para algumas pessoas, a virada do ano não faz muita diferença. Se formos parar para pensar, trata-se de uma convenção universal que nos move, por meio da troca do calendário, a iniciar novos planos, novos projetos e criar novas expectativas.
Pensando bem, podíamos iniciar aquela dieta, a leitura daquele livro, a academia, a busca por um novo amor ou por conhecimentos num curso em qualquer dia do ano. 30 de abril, por exemplo. Ou 15 de setembro, por que não? Porém, a energia que nos contagia no Reveillon nos impulsiona por mudanças, e isso é bom.
No meu caso, em especial, a passagem do ano representou aquela porta que a gente costuma dizer que quando fechada, outras deverão se abrir ao longo da nova fase. A ocasião é de renovação e qualquer mudança deve ser encarada como algo positivo, por mais perturbadora que possa parecer de início.
Desejo que todos encaremos nossos problemas de frente e que saibamos aproveitar o novo ano que surge cheio de novas esperanças para mudar o que não está bom, melhorando a cada dia o que ainda pode ser melhorado. As portas sempre se abrem. Se estiverem emperradas, pulemos todos as janelas!

Cheers!

Porque tomar banho de mar na madrugada para receber as boas energias de 2011, não tem preço.