A Culpa é de Quem?

{ sábado, 12 de fevereiro de 2011 }
Penso que num relacionamento, quando nos decepcionamos, parte da culpa também pode ser nossa. De repente, a pessoa recebe uma carga tão grande de expectativas que se ela fugir do parâmetro piegas da comedinha romântica, é frustração na certa.
Outra coisa importante é sobre os erros cometidos em conjunto e quem nunca foi cúmplice de algo assim, que atire a primeira sopa de legumes na cabeça do namorado* [ops, só eu já fiz isso?].
Se a autoconfiança do sujeito é baixa a ponto de ter ciúmes dos seus amigos e você se afasta deles para agradá-lo, está só alimentando a insegurança que, em breve, vai se estender praquele short que você queria usar num calor de 40 graus. E, quando menos esperar, estará vestindo calça de moletom com camisa xadrez.
Se a menina é carente a ponto de não querer te deixar livre às quartas-feiras do seu tradicional futebol com os amigos e você troca seu hobby de dez anos para assistir a novela sebosa do Manoel Carlos juntinho dela, você está só alimentando uma insatisfação que virá à tona na primeira explosão.
Se o cara te agride ou te ofende uma única vez e você não toma uma atitude drástica com a esperança de que ele irá mudar, estará alimentando agressões que se tornarão cada vez maiores e mais perigosas ao longo da intimidade.
Se você sente que o figura está te enrolando, provavelmente, ele está. Se você acha que a menina vai te manipular e você aceita calado, assuma as conseqüências e vire um banana feliz. Se mesmo após algumas tentativas e DR´s intermináveis, o cara não te tratar do jeito que você supõe que mereça, ou reveja seus conceitos de merecimento, ou parta para outra. Ninguém muda. E finalmente, mais valem lindas ações do que blábláblás melosos e pouco sinceros.
De repente, um “não” sonoro no começo do namoro consegue delimitar quem você é e do que você realmente gosta e não gosta, mesmo numa fase de florzinhas e borboletas míopes e azuis em que o “sim” impera em qualquer circunstância, porque você não quer decepcionar por estar amando loucamente e tontamente. De repente também, um amor sem as promessas convencionais dos contos de fada é o que combinará melhor com suas pretensões.
Falar é fácil, eu sei. Quando o coração dispara e a barriga gela ao ver aquela certa pessoa, corre-se o risco da razão escoar pelo ralo incerto da idiotice. O que importa é que é fundamental sabermos olhar para o próprio umbigo, pois, como diz a máxima, quando apontamos um dedo para alguém, outros três estarão apontados automaticamente para nós mesmos.

*Aviso aos navegantes: eu tinha 15 anos, era razoavelmente imatura e estava de TPM. Não repitam isso em casa.



Foto: Fabíola Medeiros

10 palpites:

lu trevejo disse...

Você escreveu esse texto aos 15?
Nao acredito....

Lívia Komar disse...

Hahahaha! Não, Lu, aos 15 eu joguei um prato de sopa na cabeça do meu ex-namorado. Phyna.

Fabi M. disse...

Ah se tivéssemos a maturidades dos 30 nos relacionamentos aos 20, seria bem mais fácil né não?

Cris Paulino disse...

Seria muito bom se nós nascesse sabendo de tudo isso. Mas somente a experiência e o "sentir na pele" para aprendermos tudo isso! Quem não passou por isso, que jogue o celular do namorado na rua! huahauhuahau
beijos

*-* Thaís Cavalcante *-* disse...

Amiga, a experiência de vida que adquirimos é fundamental para lá na frente acertarmos...e é fato: principalmente nós mulheres aprendemos a 'viver' e amadurecemos mtoooooooooo passando por problemas no relacionamento.. e cada vez mais aprendendo coisas.. =)
É a lei da vida, seria sem graça se nascécemos sabendo tdo..
bezoo e tenha uma linda semana!!

Shirley disse...

Perfeito o texto! concordo com vc, se um relacionamento não dá certo a culpa é de ambas as partes não adianta culpar um só, mas com o tempo e quebrando a cara, vamos aprendendo...

CHRIS CAROLO disse...

É Liviazinha do meu coração... só quem viveu uma relação PSICO sabe do que vc tá falando EXATAMENTE.
Né?
LOVE

Archimedes Jr disse...

Livai, parabéns pelo texto, mais uma vez as situaçõs cotidianas se apresentam. Se alguns casais pudessem ler e ter maturidade suficiente para entender suas palavras, viveriam com mais liberdade e confiança e com certeza se amariam muito mais.
Beijo linda e boa semana
P.S.: A sopa tava quente? hahahahah

Lívia Komar disse...

Pelando, Archimedes. Demorou séculos pra tirar todos os macarrões dos cachinhos dele. Inesquecível. HAHAHA!

Renata disse...

Eu tb penso assim... porque a lua de mel... bem, a lua de mel acaba. Aí vem o fel.
Detesto gente ciumenta, acho ofensivo.
Detesto homem dando palpite no meu vestuário, isso nem viado tem o direito de fazer.
O que ferra uma relação é que vc preenche as expectativas do outro para alcançar o objetode desejo; mas aos poucos vc deixa de rpeenchê-las porque vc não é daquele jeito.

PS: Eu não joguei prato não... rs
Eu joguei uma sandália de plataforma no capô do carro, já que ele já tinha descidoas escadas.

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