Poesia de Deus

{ quinta-feira, 28 de abril de 2011 }


Mesmo quando sua semana foi corrida, estressante. Mesmo quando seu universo está parecendo a Faixa de Gaza, com uma bomba atrás da outra. Mesmo quando você cai de paraquedas em histórias malucas. Mesmo quando você tem que se equilibrar na corda bamba para não magoar pessoas. Mesmo assim, Deus te sorri num fim de tarde e mostra como a vida é maravilhosa de ser vivida...


Enfim, seja bem-vindo Outono, com seu céu cor-de-rosa que alegrou minha quinta-feira.

Da nova série: De quando eu era criança

{ domingo, 24 de abril de 2011 }
Reunir a família é aquele momento gostoso em que surgem coisas engraçadas de um passado que ficou na memória e no coração. No almoço de Páscoa, demos boas risadas da inocência da época de quando éramos crianças, principalmente eu, a caçula, que fui tão mimada pelos meus irmãos quanto fui provocada por eles também.
Diante de tantos fatos publicáveis, resolvi criar a série "De quando eu era criança" para dividir aqui no brog algumas situações que, tenho certeza, muita gente se identificará.

Palavras terminadas com "u"

Meu irmão Sérgio, 15 anos mais velho que eu, era o meu 'Dadinho'. Cuidava de mim, me levava pra passear, mas sempre teve um humor não muito agradável para crianças. E dentre as várias provocações pra me irritar, ele me ensinou a odiar palavras terminadas com "u".
Um dia, quando eu tinha uns quatro anos, família reunida na sala assistindo Fantástico, o mano olhou pra mim, o mais cínico possível, de forma que meus pais não pudessem ver, e mandou bem baixinho:

- Itu, Jau, Bauru, sagu, angu, Botucatu.

Comecei a chorar e a gritar de raiva e, como ninguém estava vendo as palhaçadas dele, já que era um especialista com currículo vasto em me deixar irada sem que ninguém percebesse, me puseram de castigo para refletir que era feio acusar os outros de algo que não tinham feito.
Eu, sentadinha na ponta da mesa da sala, chorando baixinho sob os olhares provocativos do Sérgio, quando, de repente, o apresentador solta na chamada da matéria:

- Caruaru!

Foi uma gritaria incontrolável e, para meus pais, lógico, totalmente desproposital.

Tomei uma bronca homérica. E até hoje, odeio palavras terminadas com "u".

Não entendo

{ sexta-feira, 22 de abril de 2011 }
Devo confessar que algumas coisas simplesmente não entram na minha cabeça. Tipo: impedimento. Eu de-tes-to futebol do fundo do meu âmago e meu pai, irmãos, sobrinhos e até o cachorro, todos parmeirenses roxos e fanáticos desde Campeonatos de jogo de botão até a Copa do Mundo, já tentaram me explicar uma infinidade de vezes como essa porcaria de regra maldita funciona, mas eu disperso e vou lá assistir The Big Bang Theory.
Outra coisa totalmente bloqueada pelos meus neurônios e pela coordenação motora é a tal da trança embutida. Penso que somente uma mulher muito evoluída pode conseguir fazer aquilo sozinha e ela merece meu respeito.
Análise sintática é algo que qualquer especialista em Língua Portuguesa tem que saber. Eu, como jornalista, deveria. Mas verbo transitivo direto, indireto, a puta-que-o-pariu que não aprendi nas aulas maçantes da escola, também não carreguei pra minha vida profissional. Dá-lhe obras de Gramática na hora do aperto. E mágoas eternas em cima de nossa colonização que nos deu de presente um idioma complicado pra caramba.
Entender mapas de rua, a cabeça do bofe, tocar violão, cuidar de plantas, fazer contas de dividir, pilotar moto e dançar tango. Um dia, quem sabe, cai um meteoro perto de mim e algo se revolucione num passe de mágica, como nos filmes. Aí, pode ser que aquele lado inerte e idiota do meu cérebro sirva pra alguma coisa. Tocar berimbau, por exemplo, seria bem bacana.

O [des]gosto de uma viagem

{ quarta-feira, 20 de abril de 2011 }

Feriado chegando e muita gente está aí, matutando o que fazer pra sumir da rotina. Expert em viagens tenebrosas, dou aqui mais duas dicas do que não fazer [acreditem, em um só passeio]:

Viajar de ônibus quando o trajeto dura próximo de 24 horas.

Aventura é aventura, então arrisquei em 2006 a fazer uma viagem de Ribeirão Preto para Cuiabá num ônibus capenga, onde a única coisa que funcionava super bem era o ar-condicionado. Passei um frio glacial e, para melhorar ainda mais a jornada, o maldito resolveu gotejar água gelada na minha cabeça – só na minha. Dormi encolhida e acordei praticamente no colo do passageiro ao lado que, digamos, ficou bastante surpreso. Fora esse incidente bastante constrangedor, o pardieiro ambulante quebrou duas vezes, teve um pneu furado, fedia Cheetos Requeijão e parecia transportar uma creche que vivia para chorar sob os olhares de entreguei-pra-Deus-vocês-todos-que-se-danem das mães.

Viajar de carro quando o trajeto dura próximo de 24 horas

Seguindo o clima de emoção, a volta de Cuiabá foi de carro. Eu, meu cunhado, minha irmã, cinco malas, um gato vira-lata e três persas. Para apimentar a história, devo ressaltar que sou alérgica a felinos e voltei com pereba no corpo todo e o olho mais vermelho do que o da Janis Joplin no Woodstock. Dirigindo na estrada de Goiás, me enchi dos buracos e dos cones de desvio e passei o carro para o cunhadão a 10 metros da Polícia Rodoviária que resolveu, óbvio nos parar. Suspeitaram que estávamos carregando um defunto no porta-malas por conta do desespero dos cães pastores com o cheiro da gataria – revista digna da cena de Little Miss Sunshine. Paramos para dormir num breu, com o ar ligado e a bateria pifou. Minha força descomunal de borboleta colaborou para empurrar o Fox lotado. De madrugada. Embaixo de chuva.

Passaporte pro horror, a gente vê por aqui. VEM NÃO, GENTCHY!

Palestra no Dia do Jornalista

{ sexta-feira, 8 de abril de 2011 }
No Dia do Jornalista, comemorado ontem, voltei para a Unaerp, onde me formei há 10 anos [chocada quando fiz as contas!], convidada pelo aluno [e amigo] Daniel Gutierrez e pela professora Elivanete Barbi [que também deu aula pra mim!] para ministrar uma palestra sobre a importância da Assessoria de Imprensa no universo do Jornalismo.

Fiquei muito animada com a turma: super interessada, articulada e participativa. Os nossos futuros jornalistas estão de parabéns. Orgulho da categoria!

Valeu, galera! Adorei o convite, o carinho e o nosso bate-papo.

Ensaio Insano

{ sexta-feira, 1 de abril de 2011 }
Fiquei muito orgulhosa do resultado do ensaio da publicitária Fabiana Gorayeb, clicada pela Fabíola Medeiros no último dia 27 de março. Primeiro, porque houve toda uma pré-produção em cima do tema escolhido por essa minha amiga DIVA e cheia de criatividade, a começar pelo figurino, que, vamos combinar, tá de arrasar Cravinhos e surpreender até mesmo o nosso querido Beto Vaca, proprietário do bar que foi uma das locações do ensaio. Segundo, porque o material conseguiu ficar a cara da Bi: cor-de-rosa, doce, delicado, divertido, ousado e loucamente construtivo.
Adorei fazer parte dessa produção, meninas! ARRASA!


Aqui, as fotos que fiz do making of do babado: Fabiana e Fabíola no gás pra ficar tudo perfeito. Domingão produtivo - e cheio de gargalhadas, como sempre! AMO MAIS QUE SAIA DE TULE!